DA ARTE DE BEM CAVALGAR UM SONETO
DA ARTE DE BEM GAVALGAR UM SONETO * A arte de bem cavalgar um soneto Pede, antes de tudo, um ouvido apurado, A extrema leveza de um vôo de insecto E um pouco da garra de um bicho indomado... * Começa o galope, de início inconcreto, Depois, em crescendo, mais bem concentrado No espaço e no tempo. Seria incorrecto Dizer que o soneto correu tresloucado * Até ao final do segundo terceto, Pois já no primeiro está determinado A seguir um rumo certeiro e directo * Para, finalmente, parar já cansado... Em linhas gerais, se aceitares este repto, São estas as "regras" do repto lançado! * Mª João Brito de Sousa 29.03.2023 - 22.15h ***