SONETO PARA UM AMIGO QUE PARTIU NO NATAL PASSADO
É claro… a vida muda, o tempo passa… Amores? Estes que tenho e que bendigo, Aos quais voto amizade e dei abrigo Sem sequer distinguir qual fosse a raça * Sorrio ao relembrar quanta era a graça Deste meu negro e carinhoso amigo (ama-se um gato sem correr-se o p`rigo de que esse amor se canse e se desfaça…) * Os únicos "senãos" – eu sei-o bem! – São os limites que esta vida tem E que, um dia, nos lançam num desnorte * Quando, chegado o tempo da partida, Percebemos que o tal final de vida Depôs tão grande amor nas mãos da morte. * Maria João Brito de Sousa – 26.10.2012 – 02.04h