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DA CURIOSÍSSIMA ARTE DE FALHAR EM CHEIO

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Eu e Phil, na esplanada do Paris Fotografia de Carlos Ricardo, 24.11.2023 *   DA CURIOSÍSSIMA ARTE DE FALHAR EM CHEIO * Empunho o meu arquinho de papel E aponto ao coração da dor que cresce... Não acerto, porém, que nem se mexe: É estátua urdida a talho de cinzel *   Quem cobriu esta dor do amargo fel Que depois de tocá-la em si se feche? É loucura apostar em dor que fleche Uma outra que nos pulsa à flor da pele! * Não mais empunho o arco e estico a corda Para que a dor de pedra me não morda Como me tem mordido desde o dia * Em que em vão alvejei a dor profunda Com os versos e rimas de segunda Que ousei colher do mal que me oprimia. *   Mª João Brito de Sousa 03.12.2023 - 14.30h ***