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A mostrar mensagens de maio, 2022

OUTRAS TEMPESTADES - Reedição

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OUTRAS TEMPESTADES *     Dobro a esquina de um lapso temporário... O espanto errava então pela cidade E não havia bruto ou visionário Que não previsse aquela tempestade. *   Temeram-na o boémio, o solitário E mesmo o aspirante à santidade Se confessou às contas de um rosário, Rogando abrigo, em vez de eternidade. *   Com que cimento o medo os reunia Na mera suspeição da ventania, Quando uma brisa sempre os separara? *   Cimentem-se vontade e lucidez Sobre razões de similar jaez Ou, desta, a tempestade sai-nos cara. *   Maria João Brito de Sousa – 17.10.2018 – 16.53h

CRONOLOGIA

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CRONOLOGIA *   "Sem lugar seguro ou presença de abraço" Morre enfim o laço que enlaça o futuro Ao bater num muro que se ergue no espaço, No final de um traço tão curto quão duro *   Sempre assim foi, juro!, e se me embaraço No caminho lasso de um percurso obscuro, É porque procuro saber por que o faço, Por que, passo a passo, mais me ergo e me curo *   Quando tanto aturo para andar por cá... Mas se ao deus-dará espalho os meus "tesouros" Por cristãos ou mouros servidores de Alá, *   Quer vá, quer não vá ouvir desaforos, Só lhes deixo esporos. São tudo o que dá Este meu chão já despojado de toros... *     Mª João Brito de Sousa 29.05.2022 - 13.40h ***   Soneto criado a partir do último verso do soneto FOLHA DE TEMPO de MEA

ABSTRACTO

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Tenha a bondade de ler  aqui  o que (não) se passou...

"QUEM NÃO ESTÁ BEM, QUE SE MUDE"

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Veja  aqui  o que são quadras populares portuguesas obrigadas a mote

SONETILHO COM VISTA PARA OS MARES DA LUA

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SONETILHO COM VISTA PARA OS MARES DA LUA * Hoje a Lua está tão perto Que quase posso tocá-la! Dela só quero o incerto Das marés que vão banhá-la * E julgo ter descoberto Que é do mar que ela nos fala E que é pelo mar, decerto, Que eu hei-de um dia alcançá-la… * Da janela em que repouso Sinto anseios que mal ouso Quando consigo avistá-los, * Que lá por serem lunares Não deixaram de ser mares Nem eu deixarei de amá-los! * Maria João Brito de Sousa 01.11.2010 – 15.41h *** (Ligeiramente reformulado)  

QUEBRANDO O ESPELHO - Reedição

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Quebrei o espelho,  aqui  ...

NUNCA (DES)ENCANTES UM SAPO! - Mª João Brito de Sousa e Custódio Montes

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  NUNCA DESENCANTES UM SAPO! * Coroa de Sonetos * Mª João Brito de Sousa e Custódio Montes * 1. * Quebra-se a magia do beijo assombrado Que magicamente fez, do sapo, humano... Quanta angústia emerge, quanto desengano Pra quem fora um simples sapo descuidado! *   Vá lá! Nunca beijes um sapo encantado! Lembra-te que podes causar-lhe tal dano Que o pobre batráquio, de bichito ufano, Passe a ser humano. Coitado, coitado! *   Pobre desse sapo que estando inocente De culpa, de intriga, de ódio e de traição, Se torna consciente das falhas que tem *   Quando, por um beijo, se transforma em gente E perde inocência. Que desilusão... Tu, quando o beijaste, sabia-lo bem! *   Maria João Brito de Sousa 19.06.2008 - 08.53h *** 2. * “Tu, quando o beijaste, sabia-lo bem” Enganaste o sapo, fizeste-lo gente Perdeu a candura, não é inocente Maldizem o beijo que ao sapo convém * O encanto quebrou-se e agora ninguém O olha assapado na água envolvente O beijo espalhado na coxa carente Passa por humano e o sa...

A ILHA - Reedição

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A ILHA * Serei sempre uma ilha de paixões Rodeada de mundo a toda a volta, Deserta por decreto da revolta Que me encheu de lagoas e vulcões! *   Em mim os animais são aos milhões E correm como o verso, à rédea solta, Pois por cima da lava que me solda Lavrei um verde manto de ilusões... *   E neste paraíso em que me dou Entre embondeiros, relva e brancos lírios Sou Arca de Noé de âncora presa... *   Talvez alguém duvide do que sou, Talvez seja mais um dos meus delírios, Talvez seja uma forma de defesa... *   Maria João Brito de Sousa - 2008 *** (Reformulado no segundo terceto)

NUNCA DESENCANTES UM SAPO! Reedição

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  NUNCA DESENCANTES UM SAPO! * Quebra-se a magia do beijo assombrado Que magicamente faz, do sapo, humano... Quanta angústia emerge, quanto desengano Pra quem fora um simples sapo descuidado! *   Vá lá! Nunca beijes um sapo encantado! Lembra-te que podes causar-lhe tal dano Que o pobre batráquio, de bichito ufano, Passe a ser humano. Coitado, coitado! *   Pobre desse sapo que estando inocente De culpa, de intriga, de ódio e de traição, Se torna consciente das falhas que tem *   Quando, por um beijo, se transforma em gente E perde inocência. Que desilusão... Tu, quando o beijaste, sabia-lo bem! *   Maria João Brito de Sousa 19.06.2008 - 08.53h ***   Reformulado

AGUARELA

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Uma aguarela que "saiu mal".  Aqui.

"E O RAMO DE FLORES MURCHOU"

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Saiba  porquê

UM POEMA PARA TI

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UM POEMA PARA TI * Não sei a quem fizeste este pedido Mas creio que ninguém correspondeu Por isso, meu irmão, respondo-te eu E fica o teu desejo aqui cumprido * Que mesmo sem fazer, pra ti, sentido, Nunca a minha palavra emudeceu: A teu pedido, este poema é teu Por agora ou por tempo indefinido * Na condição de o leres e de o guardares, Que dentro dele irão todos os mares Reais ou irreais que já cruzei, * Tal como a minha barca imaginária E esta minha musa proletária Que repôs cada verso em que eu falhei. * Mª João Brito de Sousa 19.05.2022 - 13.00h *** Soneto escrito em resposta ao soneto "Oferece-me Um Poema", de Joaquim Sustelo   Fotografia de Cida Vasconcellos Eu e o Joaquim Sustelo num dos cafés do Palmeiras Shopping

INJUSTIÇA

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  INJUSTIÇA *   "Reclama, ó musa, desta injustiça" Mas nunca te esqueças de outras bem piores Que enquanto me afligem mazelas e dores, Muitos há que morrem às mãos da cobiça! *   Escorraça os demónios da tua preguiça E mantém bem vivos teus altos valores: Possam os boatos e outros rumores, Nunca confundir-te, se alguém tos atiça! * Com a tua espada de poeta, corta Cada ideia suja, putrefacta, morta, Que ameace o cravo dos teus ideais * E mesmo cansada não desistas, Musa, Que a minha vontade nunca to recusa, Mesmo que eu te diga que não posso mais *   Mª João Brito de Sousa 18.05.2022 - 19.00h *** Soneto criado a partir do último verso do soneto homónimo de Custódio Montes

FRUTO DE UM MAR PROIBIDO - Reedição

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FRUTO DE UM MAR PROIBIDO * Quis lembrar-me do mar que trazias A pender-te da ponta dos dedos, Prometendo, acenando aos mil dias Que eu roubava à avareza dos medos *   E colhi, desse mar que escondias No remoto pomar dos segredos, O mel doce que em fruto of`recias Dentre mil, extemporâneos, azedos… *   Houve um tempo redondo e magoado Em que o fruto minguava escondido, Definhando de tão resguardado * Na redoma do que é proibido E se eu nunca o tivesse encontrado, Talvez nunca o tivesse perdido. * Maria João Brito de Sousa 23.10.2011 – 15.00h *** (Em verso eneassilábico)

DORES DE DENTES. SONETOS.PAUTAS E BENGALAS

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Eu, fotografada por Carlos Ricardo * DORES DE DENTES. SONETOS. PAUTAS E BENGALAS *   Esta que amaldiçoa.enfurecida. A dor de dentes.crua.que a apunhala. Depressa se desculpa.arrependida. Que.pelos vistos.nem a dor a cala... * A mão.sobre a mandíbula dorida. Depressa para as teclas lhe resvala. Mas logo se acha obtusa.desvalida. E incapaz de vestir traje de gala... * Se.de soneto.há muito anda vestida. Nunca essa escolha lhe impedira a fala. Directa ou subtilmente sugerida... * Tenta e consegue dispensar bengala: Corre o verbo prá porta de saída E alcança a pauta cujo verso embala. * Mª João Brito de Sousa 17.05.2022 No Hospital de Egas Moniz (Depois dos exames)

FRAGRÂNCIA

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Em tempos, foi esta a minha fragrância de eleição. Provavelmente o meu único  luxozinho burguês

A MENTIRA

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A MENTIRA e Outras "Pequenas" (I)legalidades Legalizadas *   Disfarça-se a Mentira e mimetiza A Verdade que sempre "vendeu" mal E se quando germina se enraíza, Deixa este mundo em confusão total * Quanto mais a Verdade a hostiliza, Mais ascende a Mentira ao pedestal E muito sem-juízo regozija Ao vê-la assim jactante, vã, formal, * Tod`ela sentimento - de aparência... -, Toda envolta nos mantos que à Decência Habilmente usurpou quando a roubada *   Se deixou confundir por um momento... A Mentira, hoje impressa em documento, Pode o que quer e está legalizada. *   Mª João Brito de Sousa 15.05.2022 - 12.00h ***  

"AMANHÃ É OUTRO DIA"

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UNIVERSO

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Um vislumbrezinho,  aqui ...

ALMA DE CORSÁRIO

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ALMA DE CORSÁRIO *   Punem-me os deuses sempre que insubmissa? Dos deuses zombarei. se necessário. Assim que traga um bom soneto à liça. Um soneto com alma de corsário. * Despojado. contudo. de cobiça. Não aspirando a mais do que um salário. Nem sequioso estando da carniça Que no humano engendra o torcionário * Acendo uma fogueira que se atiça, Inverto o rumo. assumo o seu contrário E dou visib`lidade à coisa omissa * Que nasce do meu próprio imaginário: Minha barca? Uma rolha de cortiça. Meu oceano? O código binário. *   Mª João Brito de Sousa 12.05.2022 - 09.00h *** (Sonetos da Matrix II)

PEDRAS DE NASCENTE

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PEDRAS DE NASCENTE * I * Apeteceu-me um astro displicente Numa explosão de chispas cintilantes: Onde os versos não sejam meus amantes, Nem sequer sei dizer s`inda sou gente... *   Surgiu-me, então, um verso irreverente Que me tomou nos braços como dantes. Ganhou sentido o sonho: astros errantes, Já não me apeteceis, segui em frente! * Astros por versos troco. Bem distantes Andam os sons que ainda relutantes Se vão aproximando e, de repente, * Rumorejam audíveis e cantantes: Já jorram as vogais e consoantes, Já brota um rio das pedras de nascente! * II * Amo-vos, pedras ímpias, pedras loucas Na vossa sempiterna quietude! É vossa (im)perfeição, vossa virtude E onde exibis arestas, vejo bocas, * Expectantes ninhos e profundas tocas, Tudo compondo a vossa completude, Sem que haja mão humana que vos mude Em estatuetas gráceis e barrocas... * Amo-vos pedras, quais rotundos ventres, Mães de águas buliçosas, transparentes, Cheias de graça, prenhas de pureza! * Amo os vossos perfis, rochas enor...