ROSA DE HIROSHIMA
(Soneto em decassílabo heróico) Obscenamente bela, a flor letal que abrasara a cidade de Hiroshima, rasga o céu sobre um eixo vertical ao plano destroçado onde se anima E vibra e desabrocha e colossal se expande numa rosa que assassina, derruba, carboniza e, por igual, colhe a vida do velho e da menina... Mas morre-me a palavra à flor dos dedos que mais vos não dirão, mudos de espanto, teimando em não falar dos seus segredos, Depois de vislumbrado o frágil manto com que o tempo velara antigos medos Pr`a todo o sempre, espero... ou por enquanto? Maria João Brito de Sousa – 06.08.2015 – 22.56h