A MÃO QUE O VERSO CRIA II
A MÃO QUE O VERSO CRIA II * Nunca a Ciência se cala, quando a mente É lúcida, saudável, curiosa... Não sabe ouvi-la, a mente preguiçosa, Nem a lançada à força, na corrente. * Não pode ouvi-la a mente que, indolente, Aceite o dogma, ou fique, presunçosa, Convicta de que a rosa se fez rosa Por obra de um processo transcendente. * Não cala a Ciência a nossa incompletude, Que a Ciência invade a própria poesia, Sem roubar-lhe, nem sonho, nem virtude, * Já que a acrescenta nessa apostasia, Enquanto a mão que a escreve não se ilude E será sempre e ainda, a mão que a cria. * Maria João Brito de Sousa – 16.08.2018 – 15.53h Imagem - Julgamento de Galileo Galilei