NO POEMA ACABO POR RESSUSCITAR
NO POEMA ACABO POR RESSUSCITAR * Setembro de doença e de amargura, De tempestade atrás de tempestade... Quem disse que Setembro era ternura Se, para mim, Setembro é só saudade? * Mas se o mês de Setembro me esconjura E me ensombra a noção de liberdade, Faço-lhe frente. Um pouco de loucura E invento um sol que muda a realidade! * De mortos me enches? De versos te cubro Até que morras nos braços de Outubro E se também Outubro me magoar, * Mais versos tecerei. Sempre os descubro E assim que a vida me derruba a murro, No poema acabo por ressuscitar! * Maria João Brito de Sousa - 19.09.2020 - 11.15h