ESSE LOUCO GALOPE DO CORCEL DAS PALAVRAS...
Prenúncio da vontade em gesto vago, Vai-me descendo a mão sobre o papel E sinto que me invade o tal corcel Da singular magia desse afago! Dele me nasce a palavra; o resto, trago Dentro de mim, gravado com cinzel, Por baixo desta minha humana pele Onde o tempo, ao passar, fez tanto estrago Mas que me importa a mim que o tempo passe Se dele surge a palavra, irrompe a frase Que justifica o esforço da corrida? Não fosse esse o corcel que eu cavalgasse E – quem sabe? - o poema me ignorasse E eu perdesse o sentido à própria vida. Maria João Brito de Sousa – 23.02.2012 – 18.47h Imagem retirada da net, via Google