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A mostrar mensagens de setembro, 2009

CONTA-ME..

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Conta-me lá dessas segundas-feiras Que te chamavam pelas madrugadas, Dessas manhãs das horas empolgadas A correr pela sala, entre carteiras.   Fala das coisas mais aventureiras, Diz-me das aventuras mais magoadas. Conta-me lá das provas copiadas Pelas colegas que eram mais matreiras…   Conta-me do comboio à beira-mar, Das corridas, dos livros, das sebentas, Dos jogos do recreio, das conversas…   Conta-me do que já nem sei lembrar Porque as horas ficaram muito lentas E - custa-me dizê-lo… -   mais adversas…       Imagem retirada da internet   REPORTAGEM ADIADA - A reportagem sobre a ida a Cuba da pequena Ana Carolina, foi adiada para o próximo dia 6 , a seguir ao tele jornal da RTP. Vejam-na no programa 30 Minutos.

AS MIL E UMA VIDAS

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    Se eu tivesse mil vidas, quantas vidas, Dessas tantas, seriam mesmo minhas? Só mil seriam muito poucochinhas Para tantas palavras escondidas!   Palavras que só são reconhecidas Se alguém as encontrar pois, coitadinhas, Se ninguém perceber que estão sozinhas, Continuarão dispersas e perdidas.   Se eu tivesse mil vidas, cada uma Dessas palavras soltas que me encontram Haveria, por fim, de se encontrar.   Mas cada vida é única. Nenhuma Das vidas que uma a uma me confrontam, Me poderia achar sem eu deixar.         Maria João Brito de Sousa - 29.09.2009   Imagem retirada da internet     Hoje à noite, na RTP, a seguir ao telejornal, não deixem de ver e ouvir as novidades sobre a pequena Carolina Lucas e a sua -nossa- batalha por uma vida normal.

MARIA SEM CAMISA "N"

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      Maria-sem-Camisa, a tal camisa Pode fazer-te falta em vindo o frio… Se, acaso, tu sentires um arrepio, Pode ser só por causa desta brisa,   Ou pode ser que, sendo poetisa, Tudo te sintas melhor durante o Estio, Que a geada congele o velho rio Da tal rima que assim te caracteriza…   Tu veste-te, Maria! Arrefeceu E tu vais, com certeza, adoecer Bem mais do que já estás! Ouve o que digo!   Andando por aí de peito-ao-léu Arriscas-te, decerto, a nunca ter Qualquer noção de estares em grande p´rigo!   J  Imagem retirada da internet   NOTA - Lembram-se da pequena Ana Carolina Lucas? Amanhã, dia 29, a seguir ao telejornal da RTP, passará um breve documentário que nos falará dela e dos seus progressos na batalha contra a paralisia cerebral. Não percam!  

A FLORESTA

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A FLORESTA  *   Pintei numa floresta cogumelos Sob árvores azuis, como Gauguin, E adornei as neblinas da manhã De violetas e de ocres muito belos *   Fui colorindo o fundo de amarelos, Conversei com Diana, abracei Pã, Comi o verde polme da maçã E entrancei ramos de hera nos cabelos... *   Não houve nenhum sol, nenhuma lua Que ousasse reclamar-me a sua posse, Ou que reivindicasse o seu destino, *   Porque ela, omnipresente, agreste e nua, De aspecto inacabado e sabor doce, Nasceu-me de um soneto em desatino. *   Maria João Brito de Sousa 25.09.2009 ***     Escrito para http://fabricadehistorias.blogs.sapo.pt/     Imagem retirada da internet  

O MOSQUITO NA MESA DO CAFÉ

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      A culpa não é dele! É toda minha! Vem-me um medo irreal, que nem defino, Quando vejo um mosquito pequenino A pousar na cabeça da vizinha…   Eu grito, eu pulo como uma tontinha! Eu entro num completo desatino! Pode ser erro meu ou do destino Mas é mesmo a verdade – verdadinha!   Pousa um simples mosquito na parede… Eis-me numa aflição querendo fugir, Qu`rendo guardar distância desse ponto…   Perdi, já, toda a fome e toda a sede, Levanto-me num salto, estou “no ir”… Foge o pobre mosquito em voo tonto...     :)

A APOLOGIA DA VITÓRIA

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    Amigo, eu nem sei bem o que te devo, Se te devo, sequer, seja o que for… Sei que paguei em bagas de suor Cada alheia palavra que aqui escrevo.   Não sei se é nas palavras que me elevo Ou se nem delas eu posso dispor… Deixei p`ra outra as asas de condor, As charnecas em flor, o doce enlevo…   As minhas são de pomba ou de albatroz, Urbanas ou marítimas, modestas… Breves voos os seus, sem estro ou glória.   Trago, no sangue, heranças dos avós E, ao rir-me nestas horas mais funestas, Recrio a apologia da vitória…      Vitória de Samotrácia - Imagem retirada da internet    NOTÍCIAS - Proponho-vos uma visitinha ao http://trapezio.blogs.sapo.pt/95406.html   Nada como saber, em primeira mão, directamente do recém encerrado Bar da Nuvem, as últimas novidades sobre a "Gripá" ou sobre a "ASAI"...

A DANÇA!

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    Eu tenho mil certezas pequeninas… Mil dúvidas maiores me impedirão De tomar esta estranha decisão E dirigir-me a ti, que mo destinas.   Eu rodo e rodopio entre as meninas Numa dança encantada, de salão, E enfuno a minha saia de balão No vento solitário de mil esquinas…   Prudente ou imprudente… eu já não sei Se devo parar já, se rode mais… E deixo-me levar… que Deus me ajude!   Perdi a conta às voltas que já dei, Perdi o rumo aos Pontos Cardeais… Que louca, louca dança, assim me ilude!    

BOM DIA!

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    Bom dia para ti, que me vais ler! Não sei que horas serão neste momento, Se o Sol, lá fora, brilha, se faz vento, Se o céu cumpre a promessa de chover,   Se a Lua se deitou, sempre a esconder O seu lado invisível, se, ao momento, Ousou tapar com nuvens que eu invento, O brilho do que está pr`acontecer…   Desejo, para ti, boa leitura, Um instante de paz, de reflexão, Um sorriso, talvez… sabe-se lá!?   O instante de um sorriso, é quanto dura Este rasto, esta estranha sensação De, mesmo estando só, ter-te por cá…     Maria João Brito de  Sousa - 21.09.2009 - 10.45h          

A BONECA QUE TINHA DUAS TRANÇAS E FAZIA CHICHI...

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    Ei-la que chora e ri... parece humana! E veste um vestidinho de algodão... Cuidado! Não vás tu deitar ao chão, A bonequinha nova  da Joana…   O melhor é pousá-la ali, na cama, Não vá vir, de repente, a tentação E a boneca, ao passar de mão em mão, Estragar-se, ou demanchar-se! Ouviste-me, Ana?   Ó Ana! Larga já essa boneca! Já lhe partiste um braço?! Eu logo vi! És mesmo a mais teimosa das crianças!   Puxa que puxa… agora está careca, Perdeu as tranças e nem faz chichi, Quando a graça lhe vinha era das tranças...     Maria João Brito de Sousa - 18.09.2009 - 12.16h           IMPORTANTE - Peço, mais uma vez desculpa à Fábrica de Histórias ( a toda ela! :) mas não me foi possível terminar, a tempo, o texto desta semana.   Até à próxima segunda feira  e um bom fim-de-semana para todos vós.

FAMÍLIA CÓSMICA

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      Astros deste universo, em cada céu Há outros intervalos por explorar E um cometa sempre a divagar Em busca do lugar onde nasceu.   Miríades de estrelas Deus nos deu, Miríades de sóis por encontrar Nesse espaço longínquo onde sonhar Nos leva muito além de Prometeu.   Lá longe, muito longe, onde é possível Imaginar o fim ao Infinito Onde infinitamente continua   O corpo da matéria perecível, Aonde até o sonho é interdito A nós filhos do Sol, irmãos da Lua…    Imagem retirada da internet        

HÁ POMBAS NO CÉU

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  Voam no céu, ebúrneas ou cinzentas, As pombas do pombal do bairro inteiro… Quero ver qual irá chegar primeiro Depois daquelas longas voltas lentas. Continuam voando e tu lamentas… Dizes: - Não há paciência nem dinheiro Que cheguem p`ra limpar tanto chiqueiro! Depois tentas mudar-me. Tentas, tentas… Recuso o bairro asséptico, sem vida, Que tens para of`recer-me se, tão só, Aceitasse essas regras que me impões… Há pombas neste céu. Fico rendida Olhando o bando alado e tenho dó De ti, das tuas pobres decisões…       Maria João Brito de Sousa     Às pombas das Palmeiras   Imagem retirada da internet

MONÓLOGO DO GATO VADIO

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Depois desta incerteza, que tristezas Virão ainda perturbar-me o sono Nas noites de luar deste abandono Das caçadas e de outras incertezas?   Não quero os ideais de outras grandezas! Repudio a ideia de ter dono E só Deus, lá no alto, é meu patrono! A Ele devo estes céus de horas acesas…   A Ele devo esta força que comanda, A cada movimento, o meu caminho E o pêlo de cetim com que me aqueço!   Por Ele esta existência, esta demanda E a glória de reinar, sempre sozinho, No espaço onde procrio e me abasteço!     Imagem retirada da internet  

GAIVOTAS NA PRAIA

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Gaivotas numa praia, quais sereias, Criaturas de Deus na Criação… Olhar uma gaivota é condição De vislumbrar, do mundo, as panaceias.   Deixai-as passear sobre as areias! Deixai-as ser gaivotas, como são, Pois têm, como nós, sua função Nesta poalha cósmica de ideias!   Equilibra-se o mundo de tal forma Tudo está de tal forma interligado Que cada passo em falso pode ser   A gota de água a mais que o caldo entorna. Gaivotas numa praia. Um mundo alado Em vias de acabar por se perder…     Maria João Brito de Sousa - 14.09.2009 - 11.36h    

UM POST MUITÍSSIMO DIFERENTE

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Hoje não há soneto! Ao menos uma opção eu consegui fazer... e escolhi o que daqui vai sair e cujo conteúdo vai ser absolutamente espontâneo, ao correr do teclado e de algumas "penas" que por cá ainda vão permanecendo... também não vai dar para a Fábrica de Histórias. Autores, peço-vos, publicamente, perdão mas não consegui gerir o meu tempo dentro destas limitações todas... vai ser um post-porkedeusker, sem versos nem rimas. Ontem cheguei do hospital a cambalear de cansaço. Movia-me, no entanto, a vontade de publicar o meu soneto do dia, razão pela qual nasceu aquela "composição bucólica" do post anterior, publicada em cima da dead-line do inevitável - e desejável - fecho do Centro Pastoral. Tudo mais ou menos, tudo muito "a segurar pelas pontas", como se não houvesse amanhã... ou hoje. Hoje - afinal havia "hoje"... :) - acordei tarde e más horas, toda partidinha e incapaz de tomar um duche num período de tempo inferior às duas horas que me separ...

COMPOSIÇÃO BUCÓLICA

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  Curiosa como um bando de felinos, A espreitar, imprudente, no jardim, Não se importava de ser sempre assim; Despojada, sem ordens, sem destinos...   No passeio, a brincar, estavam meninos Escondidos nos arbustos de alecrim E ela à brincadeira pôs um fim Atirando seixinhos pequeninos.   Fugiram as crianças debandando Como avezinhas tontas, assustadas, Sob a chuva de seixos que caía...   Ficou a curiosa, então, sonhando Com passarinhos de asas prateadas Saltitando na relva que crescia.     Imagem retirada da internet

DISCREPÂNCIAS

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Se tu não te importasses, gostaria De te falar das coisas que calei, De abraços que quis dar mas nunca dei E que afoguei na dor de cada dia.   Mesmo que te importasses, falaria Do que há muito lá vai, que só eu sei. Tu que nunca sonhaste o que eu sonhei Não pudeste saber o que eu sentia...   Exactamente igual a toda a gente, Tu eras, quanto a mim, um condenado Sempre agarrado às coisas deste mundo   Que nunca soube o que era ser dif`rente... [e eu cheguei a pensar que era pecado sentir amor tão louco e tão profundo...]     Imagem retirada da internet

PRENÚNCIOS DE OUTONO

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  Veio a lua espreitar sobre os beirais A ver se vislumbrava as andorinhas E eis que se zangaram as vizinhas E o sol se foi deitar cedo demais…   Quando o sol se deitou, houve sinais E prenúncios de noite sobre as linhas Que os poetas traçavam. Estas minhas Tornaram-se douradas, outonais…   Amanhã ou depois as noites crescem, A lua vai brilhar por mais um tempo E a chuva vai cair sobre os terraços…   São prenúncios de Outono antes que fechem As horas deste meu entendimento Gerado na matriz de outros abraços…     Imagem retirada da internet

É O BICHO!

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    Abro a porta das horas por viver E eis que vejo o tal bicho medonho… Não sei se ele é real, se é só um sonho Ou, sequer, se me deva defender…   Alto aí! Quem vem lá? Que bicho estranho Invadiu, desta forma, os meus poemas? E eu que estava quase sem problemas Enfrento, agora, um deste tamanho!!!   Por fim, qual diplomata, eu só pergunto: - Quem és, bicho medonho, e de onde vens? O que queres tu de mim se eu quero é paz?   E o Bicho sem sequer mudar de assunto: - Não te venho pedir mais do que tens E só te enfrentarei se fores capaz…   J Imagem do TAZ, retirada da internet   

PARABÉNS SAPINHO! :)

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  Sapo que me tens presa e cativaste Cada momento deste meu caminho, Deixo-te o meu abraço, com carinho, Neste espaço que é teu, que tu criaste.   Se de nós, blogonautas, tu esperaste Que nunca te deixássemos sozinho, Podes ter a certeza, és como o vinho;  Delicias aqueles que incentivaste.   Se eu pudesse saltar, dar-te um abraço, Voar como tu voas pelo espaço, Ser sempre exactamente igual a ti,   Se eu pudesse fazer mais do que faço… Sapo da minha vida, o que aqui traço, São retratos de tudo o que senti.     Maria João Brito de Sousa - 04.09.2009            Para o Sapo, com todo o meu carinho     

O TAL RAMINHO

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Tu sabes lá dos dias que passaram Sobre aquele outro dia em que eu chorei, Ou mesmo dos mil sonhos que sonhei E que outros, como tu, nunca sonharam...   Saberás quantos anos se somaram Às mil horas reais, se nem eu sei Se alguma vez soubeste o quanto amei, Nem quantos me disseram que me amaram?   Agora, se te lembro, é de fugida, Como a ave que pára por momentos Num ramo que encontrasse no caminho   E logo voa rumo à sua vida Sem demorar-se, sem ressentimentos E sem mais se lembrar do tal raminho…     Maria João Brito de Sousa - 23.09.2009 - 17.04h      Foto tirada com a Webcam do 2008 e, após grandes malabarismos informáticos, trazida para o poetaporkedeusker.

O IMORTAL

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      Julgava-se imortal. Mesmo imortal. Isento das noções de “mal” ou “bem”, Dependente de nada e de ninguém, Um ser dif`rente, muito embora igual.   Jamais aceitou ser um animal. Julgou ser mais e ninguém soube quem O ensinou a “ser” ou se houve alguém Que decretou, enfim, o seu final…   Morreu há muito tempo. Agora jaz Num qualquer cemitério, transmutado No húmus do que em si nunca aceitou.   Pobre imortal que assim alcança a paz Na negação do próprio enunciado Com o qual definiu o que o negou…   Imagem retirada da internet