DISTO ESTOU CATIVA (soneto/missiva)
DISTO ESTOU CATIVA (Soneto/missiva) * Estive quase a morrer no hospital E hoje estou quase cega, pouco vejo... Peço, poeta, não me leve a mal Não ter correspondido ao seu desejo * De amigável conversa virtual... Creia, poeta, que não tive ensejo De dar resposta, como habitual E, de futuro, nada bom prevejo. * Doseio a conta-gotas o que leio E também o que escrevo hoje doseio... Tudo isto faço pra manter-me viva * Não vá a morte levar, de escanteio, O que antes lhe neguei. Decepcionei-o? Peço perdão, mas disto estou cativa. * Maria João Brito de Sousa – 29.03.2020 – 16.24h ** Nota - Soneto enviado como resposta ao soneto "Missiva" que me foi enviado por um poeta amigo do Brasil, Raymundo Salles. Imagem retirada da WWW, via Google