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A mostrar mensagens de dezembro, 2013

SONETO A UMA LONGA, LONGA INVERNIA

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  (Em decassílabo heróico)     Os dias são tão curtos, camaradas. O sol começa a pôr-se… e mal nasceu Da escuridão que esconde as madrugadas Que Abril tão claramente prometeu.   Mas sonha-se e das cinzas apagadas, Lampejando qual luz que não morreu, Já renascem mil mãos não resignadas Que brilham mesmo quando escureceu!   As horas, companheiras sequestradas Em celas milenares de puro breu, Conseguem resistir, sempre acordadas,   Na busca do que nunca se rendeu E aguardam - rubra brasa! - as gargalhadas Que o mais justo dos sonhos defendeu!       Maria João Brito de Sousa – 29.12.2013 – 13.32h     Imagem - Tipografia Clandestina, José Dias Coelho Retirada da página do jornal Avante!

SONETO DE NATAL, 2013

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Soneto de Natal quer-se mais brando, Mais dócil, mais alegre e colorido… Porém, se sinto ser tão sem sentido Calar quanto o meu povo vai lutando,   Só sentido me faz juntar-me ao bando Se ao menos me for dado e consentido Este escrevê-lo assim, mais aguerrido, Mais vindo cá do fundo e sem comando.   Natal é nascimento, é festa… eu sei! É tempo de ir servindo o bolo-rei, No papel de embrulhar velhas tristezas,   Mas, neste, – é singular… - não calarei Que o esmagam, deturpando, a mesma lei Que do Natal se ergueu... e traz certezas!       Maria João Brito de Sousa – 18.12.2013 – 16.06h