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UM SONETO A POSEIDON

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UM SONETO A POSEIDON- Reedição * Não sei se te temo, mas sei que te sinto Por vezes meu escravo, por vezes meu rei Se colhes do favo quanto mel te dei Enquanto perdida no teu labirinto *   Nas veias do espanto, sorvendo o absinto Da taça em que o guardas, que ergui, que provei... Ah, quando me tardas - que és de ouro... de lei! - Por qu`rer-te e provar-to, me rendo e consinto *   Que inteira me dobres, a mim que selvagem, Sozinha desbravo os caminhos do p`rigo Nas ondas mais bravas - não mais que a coragem! -, *   Por rotas convulsas de crime e castigo, Na Barca da Vida que já ruma à margem Da louca voragem que enfrento contigo. * Maria João Brito de Sousa 26.02.2016 - 12.39h ***