OS DROGADITOS
Eles usam seringas, fumam droga E encharcam-se em pastilhas "virtuais" E mesmo quando "mortos" querem mais Porque isso é tudo, tudo o que lhes sobra... Insistem em viver, estando já mortos, Não sabendo existir, morrem vivendo E, muito embora sofram, vão esquecendo Que sofrem como sofrem muito poucos... Eles deixam-se morrer por "só mais uma!" Das doses que os transportam para a bruma Que os faz pensar que são o que sentiram... São vítimas, pensando ser carrascos, Da lucidez letal vendida em frascos, Que acreditam viver porque respiram... Ao meu amigo Nuno que sobrevive há vinte anos à tremenda experiência de ser pai de um toxicodependente. Imagem retirada da Internet