AURORA
AURORA * (Soneto em verso alexandrino) * Porque a vida não pára e o mar é tanto ainda, Assim que noite finda, renasce a manhã clara Sobrançando a antepara assim que a vela guinda; Como será bem-vinda e como nos é cara! * Como é preciosa e rara assim que se deslinda E a sorrir nos brinda enquanto nos prepara Pra quanto nos separa em estando desavinda; A aurora na berlinda e nós correndo para * A luz com que nos cinda assim que nos beijar... Já esmaece o luar onde o sol vai espreitando A barca sem comando ainda a flutuar * À deriva num mar nem sempre azul e brando; Que remador, remando, a pode impulsionar Se a aurora demorar e a luz lhe for faltando? * Maria João Brito de Sousa - 18.03.2021 - 10.08h