TAÇAS FRUTADAS, CHAVES ENCANTADAS E MEADAS DE PONTAS SOLTAS
TAÇAS FRUTADAS, CHAVES ENCANTADAS E MEADAS DE PONTAS SOLTAS * Na taça frutada que aqui me serviste, Deixaste, e nem viste, a chave encantada Da porta selada que em versos abriste... Ah, quem lhe resiste? Nem eu que pasmada * Lhe pego enlevada por saber que existe E apenas consiste num fio de meada Já desenrolada, sem fim que se aviste... Puxei-o. Resiste por tudo e por nada, * Mas, mais concentrada, retorno. Fugiste? Não, não te sumiste, nem eu estou cansada De puxar meada que nunca desiste... * Não ficarei triste, que assim fui fadada; De chave encontrada, o direito me assiste De provar que existe porta adequada. * Maria João Brito de Sousa – 06.07.2018 – 12.38h Escrito na sequência do soneto PRIMAVERA EM VERSOS FRUTADOS, de MEA (Maria da Encarnação Alexandre)