FRAGMENTO
FRAGMENTO (Sonetilho) * Não sei se posso ou não posso, Nem sei se quero ou não quero... Há um fosso, um fundo fosso Entre o que faço e o que espero. * Dou corpo ao pouco que esboço Pouco mais tendo que zero; Desnudo-me até ao osso Do meu próprio desespero. * Nem raiva, nem rebeldia, Nem o grito que arrepia A alma de quem me ler; * Só isto. Esta tentativa De vos mostrar que estou viva Inda que estando a morrer. * Maria João Brito de Sousa – 09.02.2020 – 13.55h