FILHO DAS TEMPESTADES - Reedição
António de Sousa fotografado por António Pedro Bito de Sousa * FILHO DAS TEMPESTADES * Andou perdido por remotas plagas Sem bússola nem vela. Era a Paixão Quem o mantinha à tona sobre as vagas Do mar da sua imensa solidão * Cerrava as mãos. Fechadas como garras As levava do leme ao coração Quando da barca soltava as amarras Aos primeiros sinais de um furacão * E assim se fazia à tempestade Como à bonança os outros se faziam Mal o vento amainava o seu furor * Pra si, porém, o vento é liberdade E os raios são pendões que o desafiam A vencê-los em espanto e garra e cor. * Mª João Brito de Sousa 21.02.2023 - 10.00h *** Ao meu avô poeta