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VELHA TEORIA

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  VELHA TEORIA (Por Vezes Fico Assim...)   * Por vezes fico assim, cega de todo A tudo o que não seja esta vontade Que me assalta por dentro, que me invade E tudo me faz ver de um novo modo, * Tal qual eu fosse um chão passado a rodo Pela bátega de água que se evade E me deixa mais sede que saudade Dos rios de onde colhi lótus e lodo. * É quando chega o verso e me desperta, E me arranca de vez dessa aporia, O tal que se escondera em parte incerta * Compondo e decompondo a melodia Que me fascina e que me desconcerta, Que a estrofe prova a velha teoria. * Maria João Brito de Sousa – 16.07.2018 -15.25h (Na sequência da leitura do soneto “Por Vezes Fico Assim...” de Joaquim Sustelo)