VIAGEM POR DENTRO DE UM POEMA
VIAGEM POR DENTRO DE UM POEMA * Partiu de si à hora do costume, Sem ter de precaver-se em demasia Já que nesta viagem ficaria A léguas de si mesmo e do cardume. * De si partiu depois de aceso o lume Da candeia do espanto, antes vazia Duma urgência que agora a consumia, Inda que à pandemia fosse imune. * Partiu de si por tempo indefinido; Por um minuto ou dois terá partido, Ou talvez fossem dias, meses, anos... * Partiu! Foi sem destino nem sentido Atrás de um verso em fuga, perseguido Por dogmas, frustrações e desenganos. * Maria João Brito de Sousa – 16.04.2020 – 10.52h * Fografia de António Pedro Brito de Sousa, meu pai