DESTE BARRO MOLDADO
Litografia de Manuel Ribeiro de Pavia in Livro de Bordo de António de Sousa * DESTE BARRO MOLDADO * Quem teme um mundo líquido a fluir Se aprendeu a nadar quando criança, Se sempre soube o que é não desistir, Se embora estropiado ainda avança, * Se tudo perde sem perder a esp`rança De embora ferido erguer-se e resistir? Desta matéria nasce a tal mudança Da qual o homem novo há-de emergir! * E quem pode roubar-lhe essa pujança, Ou quem pode culpá-lo se exigir O pão que come e o fim desta matança * A quem nunca fez mais do que mentir, Se a voz se lhe não cala, não descansa, Nem seus olhos se cerram pra dormir? * Mª João Brito de Sousa 14.03.2023 - 10.00h ***