REMATANDO... COM NÓ(S)
Baixa a maré que, aos poucos, se despede Dos versos de um tecido inacabado E já sente o poeta o véu pesado Do vastíssimo espólio em que se mede Vê tanto e tanto mar, que nem percebe Se atingiu essa praia onde o legado Pode, ou não, vir a ser qualifcado Nas produções poéticas da “rede”… Baixa naturalmente e vai parando Até que um dia, não se sabe quando, Não mais possa nascer um verso seu Depois… depois os versos feitos voz Que entendam que o remate acaba em nó(s), Talvez venham lembrar quem (n)os teceu… Maria João Brito de Sousa – 29.06.2012 – 17.23h À Maria Alfacinha, claro! :) Este nasceu da nossa conversa no Alpendre... http://www.avspe.eti.br/poesias/Sonetilhos.htm