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A mostrar mensagens de junho, 2019

REDENÇÃO

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OLHO-TE, SOL...

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OLHO-TE, SOL... *   Olho-te, Sol. Não sei se por mim chamas Nas chamas cruas de que te compões, Porquanto sou de carne e de emoções E tu és tudo aquilo que proclamas   *   Nos calorosos raios que hoje emanas E dos quais vão surgindo reacções Que cambiarão conforme as condições Das ilhas de matéria em que os derramas.   *   Contudo, tendo prazo - como tudo... -, Também te apagarás. Ficará mudo O espaço que hoje ocupas. E vazio.   *   De nós, proclamadores de eternidades A quem encheste de oportunidades, Que guardarás depois de morto e frio?   *       Maria João Brito de Sousa – 26.05.2019 – 14.43h      

EXULTAÇÃO PONTUAL

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EXULTAÇÃO PONTUAL * Chegou num céu azul, inda impoluto, O Verão que pensei nunca mais ver, Já que este Inverno deitou a perder Ramadas férteis que nem deram fruto. * Mas ei-lo agora, quente e resoluto, Impondo-se-me aos frutos por nascer, Aquecendo-me ainda, ainda a ser Arauto do meu último reduto. * Por algum tempo - pouco infelizmente - Não tremerei de frio e esquecerei Parte de cada mal que me atormente, * Porque enquanto me aqueça um astro-rei Que para todos nasça, estou contente; Por quanto tempo exulto, é que não sei. * Maria João Brito de Sousa – 22.06.2019 – 10.47h

FRÁGIL SERIA O FRUTO E FRACO, O CHÃO

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FRÁGIL SERIA O FRUTO E FRACO, O CHÃO * Quero-te, solidão, mais do que ao mar E mais do que ao vulcão que trago aceso Nas mil e uma noites sem luar Dos dias em que o sol se compra a peso. * Do tanto que te quero e sei mostrar, Do muito que te anseio, adubo e prezo, Fico, de corpo e alma, a levedar A massa do meu pão posto em defeso. * Porque és amante que poucos entendem E mãe dos versos que me surpreendem No ventre do silêncio, ó solidão, * Se não fora por ti, fermento vivo Do verso-pão que como e que cultivo, Frágil seria o fruto e fraco, o chão. * Maria João Brito de Sousa – 19.06.2019- 12.38h

VÔOS

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VÔOS * Por vezes somos espada, somos bala, Por vezes somos flor que já murchou... Num dia somos voz que ninguém cala E, noutro, uma memória que ficou. * Por vezes, quando imóveis numa sala, Chegamos onde mais ninguém chegou E, sem o peso de nenhuma mala, Voamos como mais ninguém voou... * Se temos asas dessa envergadura, Sem outro esforço que o de uma procura Percorreremos todo este universo, * Que se outros há, perdoem-me a loucura De preferir voar estando segura Da raiz que me prende ao velho berço. * Maria João Brito de Sousa – 16.06.2019 – 12.15h   Imagem retirada   daqui

O DESVENDADOR DE ALMAS

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O DESVENDADOR DE ALMAS   * Decifro-te anseios, silêncios e medos... Desvendo segredos. Cá tenho os meus meios Nem belos nem feios, nem tristes nem ledos, Nem sequer azedos como os teus receios... * Aos anéis, comprei-os, mas... postos nos dedos, Ficaram tão quedos que cansei-me e dei-os Apesar de cheios de mistério e credos, Visões de degredos, vislumbres de enleios. * Contudo desvendo sonhos, ambições E até frustrações que mal compreendo, Mas logo apreendo sem mais confusões. *     Se há contradições no que vou tecendo, Nada mais pretendo, face às condições, Do que alguns tostões pelo que hoje vendo. * Maria João Brito de Sousa – 14.06.2019 -21.53h *   Imagem retirada  daqui

NADA OS SEGURA!

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NADA OS SEGURA! * Das pontas desgastadas destes dedos Vão nascendo os folguedos de toadas Talvez pouco afinadas, mas sem medos Se a penas e degredos são votadas * Por fúteis quase nadas, por segredos, Ou por falsos enredos e charadas... Colhem espigas doiradas. Qu`rê-los quedos, Aos incansáveis dedos, camaradas, * É perfeita loucura! Voltarão A andar na contra-mão de uma procura Do que trouxe amargura à servidão, * Pois contra a opressão da ditadura Crescerão em estatura e dimensão Ao dizerem que não. Nada os segura! * Maria João Brito de Sousa – 06.06.2019 – 23.00h NOTA - Soneto experimental, em decassílabo heróico com rimas na sexta e na décima sílaba métrica. Tela de Silva Porto, retirada  daqui

À MEA

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À MEA * Que possa Juno em Junho consolar-te De tão imensa dor. Eu nem me atrevo A mais do que entender-te e abraçar-te, Pois mais não sei. Só sei que mais não devo * Porque, afinal, que mais terei pra dar-te Pr`além do que te dou quando te escrevo, Se me sabe a tão pouco desejar-te Coragem, nas palavras que aqui levo? * Pra dor que só se espelha na mudez, Nem eu vejo o consolo que não vês Nos abraços sentidos que te oferecem, * Mas nada mais te posso oferecer Pois, quando a vida assim nos faz doer, Só o Tempo imporá que as dores dispersem. * Maria João Brito de Sousa – 05.06.2019 -11.00h   Imagem retirada  daqui

DE UM SONHO DURANTE O SONO

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