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A mostrar mensagens de outubro, 2023

A CEIA DO POETA II - Reedição

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UM POUCO POR TODA A PARTE

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Saiba  aqui  de que se trata

CRAVOS DE ABRIL II

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CRAVOS DE ABRIL II * Sobe, a Verdade, aos ramos desbastados Do craveiro, inda em flor, dos seus direitos E vê os cravos seus serem sujeitos A desmentidos. Alguns, mais ousados, * A toda a hora são caluniados E acusados de terem mil defeitos, Ou de se desdizerem quando eleitos Se forem por vilões manipulados... * Vira, a Verdade, os seus antepassados Caçados como bichos, torturados, Quebrados pela força ou já desfeitos * E teme agora que tão tristes fados Voltem a repetir-se, convocados Pela exacerbação dos preconceitos. *   Mª João Brito de Sousa 09.10.2023 - 00.45h ***  

CRAVOS DE ABRIL

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CRAVOS DE ABRIL * (Aos velhos e aos que ainda estão em botão) * Se hoje vivemos revestidos Do que pisaram mal floriu E se nos soam aos ouvidos Gritos que mais ninguém ouviu * Cuidai então dos que, oprimidos, Deram ao chão que em flor se abriu A força imensa dos sentidos Que a burguesia então traiu! * Sei que calais esta verdade Como quem esconde um pecadilho, Que vos encheis da saciedade * De um pai que o foi sem ter um filho E só semeia crueldade Em searas-bomba sem rastilho! *   Mª João Brito de Sousa 08.10.2023 - 16.00h *** Nota - O meu primeiro soneto em versos octossilábicos de compasso binário, com acentuação tónica na quarta e oitava sílabas métricas.    

MÃE II

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CONVERSANDO COM SÁ DE MIRANDA

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OUTONO - Reedição

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Fotografia de António Pedro Brito de Sousa * OUTONO * Dobrado sobre si, colhe uma flor... Colhe depois, mais outra e outra ainda enquanto às folhas, uma a uma, alinda com tons que fazem jus à sua cor: * Ao verde-vivo, doira em seu redor num ciclo que não pára, que não finda de honrar esta estação enquanto ainda não há sinais de Inverno e de rigor * Então, mergulha a terra em fundo sono ao deixá-la cinzenta, enregelada, Assim que se retire o suave Outono * Mas, por detrás do gelo e da geada que parecem votá-la ao abandono, já outra Primavera aguarda, ousada. * Maria João Brito de Sousa 05.10.2018 – 12.11h ***

DOBRAR O BOJADOR - Reedição

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DOBRAR O BOJADOR * Sonhei que enfim dobrava o Bojador... Que bojador dobrei se em todo o lado o encontrei mais forte e refinado nas formas de causar-nos medo e dor? * Em sonhos o cruzei, navegador de um velho mar, de um mar já navegado pela barca dos sonhos engendrado com remos, com velames, com motor. * Naufrágios, sempre os houve e no temor, porque abundavam vagas e rochedos, embati contra o velho Adamastor * Quando fugia dos meus próprios medos... Acordei. Toda eu era suor mas, ao monstrengo, roubei-lhe os segredos! * Maria João Brito de Sousa 04.10.2018 – 09.29h ***

DONA ELITE DE OLIGARQUIA & SA - Reedição

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DONA ELITE DE OLIGARQUIA & SA *   Das migalhas que ao povo atirava, Dona Elite, pensando melhor, Entendeu ser demais o que dava E que ao povo sobrava vigor *   Porque, quando a migalha abundava, Poderia sentir-se um senhor E atrever-se a sonhar que mandava Em si próprio, apesar de “inferior” *   Dona Elite, prevendo o pior, Sem cuidar do que ao povo faltava Comeu tudo o que, a si, lhe sobrava: *   Comeu pobre e criado e senhor E, por fim, sem notar quanto inchava, Engoliu tudo quanto restava *   Até ver que mais nada, em redor, Preenchia o vazio que gerava E onde, impante e rotunda, orbitava *   Muito alheia ao seu próprio fedor. *   Maria João Brito de Sousa 09.10.2013 – 18.42h ***   NOTA – Soneto em verso eneassilábico com dupla “coda” ou “estrambote”  

"WHAT A WONDERFUL WORLD!" - Reedição

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"WHAT A WONDERFUL WORLD!" *   O mundo, Amor, será maravilhoso Mesmo depois de mim, quando no mar, A minha velha Barca naufragar Num Inverno qualquer, mais rigoroso *   E se por um momento doloroso Eu deixasse, no Mundo, de apostar, Não teria sabido ao Mundo amar, Nem desta Vida obtido qualquer gozo... *   Ah, Mundo-Vida, quanto me prendeste Pois, de quanto tiraste, mais me deste Desta riqueza a que nem vejo o fim *   Quando, por dentro, a chama me acendeste Morra eu embora nalgum dia agreste, Maravilhada vi-te aceso em mim! *   Maria João Brito de Sousa 15.06.2016 - 14.22h ***  

SONETO TERCEIRO- Reedição

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Eu e Margarida Farrajota, 2013 Fotografia de Carlos Ricardo * SONETO TERCEIRO * Jovem não sou, nem Saudade é meu nome... Tão pouco sou saudável e formosa Mas não resisto a uma boa glosa E, à minha Musa, não há quem a dome * Que essa me alenta a vida e ma consome Numa contradição que me é preciosa Embora mais pareça impiedosa A algum olhar fugaz que aqui se assome... * Quão mais cortante o fio desta navalha, Mais destemida fico, a mais me atrevo: Pode algum verso ter defeito ou falha, * Posso até ir além do que o que devo Mas, se tombar, que tombe na batalha Deste meu temerário e louco enlevo! *   Maria João Brito de Sousa 29.09.2021 -15.40h *** Poema inspirado em dois sonetos à SAUDADE da autoria de Custódio Montes.