Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta avl

O MEU PATRONO VISTO POR MIM - AVL

Imagem
  Patrono: Florbela Espanca Académica: Maria João Brito de Sousa Cadeira: 06 Evento: "O MEU PATRONO VISTO POR MIM" A FLOR DO SONHO * A Flor do Sonho, alvíssima, divina, Miraculosamente abriu em mim, Como se uma magnólia de cetim Fosse florir num muro todo em ruína. * Pende em meu seio a haste branda e fina E não posso entender como é que, enfim, Essa tão rara flor abriu assim!... Milagre... fantasia... ou, talvez, sina... * Ó flor que em mim nasceste sem abrolhos, Que tem que sejam tristes os meus olhos, Se eles são tristes pelo amor de de ti?!... * Desde que em mim nasceste em noite calma, Voou ao longe a asa da minha`alma E nunca, nunca mais eu me entendi... * Florbela Espanca In "Livro de Mágoas" _____*_____ GLOSA COORDENADAS PARA UM VELHO/NOVO SONHO * "A Flor do Sonho, alvíssima, divina," Veio florir-me a sina, de nascença; Minha ideada irmã, estranha pertença Que não tem quem a vença, se ilumina... * "Pende em meu seio a haste branca e fina"...

APOGEU POÉTICO - Academia Virtual de Letras

Imagem
  APOGEU POÉTICO AVL - Agosto, 2016 Tema - NATUREZA Modalidade - Clássico Patrono: Manuel Maria Barbosa du Bocage Académica: Maria João Brito de Sousa Cadeira: 06 NATURA Natura, minha Mãe, se sei cantar-te, De ti me veio a força, o sopro humano E este engenho que teima em dedicar-te Cada alegria e cada desengano... Se ainda sei, Natura, que negar-te, Seria ir-me perdendo em rumo insano, Assim continuarei fazendo Arte Do muito que me deste, ano após ano! Somei-lhe, é certo, indómita vontade, Um trabalho sem fim, um risco, um preço E a minha própria escolha que, em verdade, Foi livre, tanto quanto o reconheço... Mas sendo eu tua filha, ó Grande Madre, Como não ser-te igual, desde o começo? Maria João Brito de Sousa - 12.08.2016 - 12.22h  

EVENTO AVL - O MEU PATRONO VISTO POR MIM

Imagem
  Patrono: Manuel Maria Barbosa du Bocage Académica: Maria João Brito de Sousa Cadeira:06   BOCAGE (Soneto em decassílabo heróico e rima encadeada) Manuel Maria foi vate erudito Que fez, do verso escrito, o seu combate, Ousando algum dislate, usando o grito Que de si fez proscrito, embora vate... Sonetos de quilate eu lhe credito Num breve plebiscito em que arrebate E abarque o que o meu vate deixou escrito; Seu estro, esse infinito, e seu remate! Barbosa du Bocage, o dos sonetos, Homem de mil trajectos, que reage Improvisando, o que age sem projectos E que em versos directos, tece ultrage Aos "nobres" - "quel dommage!"*- mais infectos, Mas nunca aos seus dilectos: - Eis Bocage! Maria João Brito de Sousa -07.07.2016 - 14.00h * "Quel dommage!" - Que pena!, em francês.