AS CATEDRAIS DE GELO
Gela a branca geada. Branca, gela E tudo se arrepia em seu redor Como se nos mostrasse o seu melhor Nas construções de gelo que revela. Assim o Inverno chega e se desvela Na criação de mil cristais sem cor, E sem sequer olhar, seja o que for, Agreste, toca, esculpe e remodela… Silencioso e breve, este escultor Das obras transparentes e espelhadas, Vai transformando tudo em catedrais De onde roubou o sopro do calor… [depois, na Primavera, derrotadas, tornam-se o verde pasto de animais…] Imagem retirada da internet