Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta poemas

GLOSANDO MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XLII

Imagem
  HÁ PALAVRAS QUE BAILAM NOS MEUS DEDOS   Há palavras que bailam nos meus dedos E que zombam de mim, deste cansaço Fazendo dos meus dedos seus brinquedos Enquanto eles repousam no regaço   Vão juntinhas contando-lhes segredos Pra que ao ouvi-los sintam embaraço E plo papel se percam em enredos Olvidando a fadiga em que me amasso   E devagar, em esforço cresce o verso Ora algo indolente ora algo disperso Troçando dos meus dedos vagarosos   Vai adquirindo forma de poema Feito com as palavras de algum tema E os versos, que cresceram rigorosos   MEA 24/02/2017 *********   O EMBRIÃO     "Há palavras que bailam nos meus dedos" Seguindo a pulsação das próprias veias, Compondo, ou recriando os seus folguedos, Conforme a mente vai moldando ideias.   "Vão juntinhas contando-lhes segredos", Arrancando e limpando as velhas teias Que escondem, ou mascaram quantos medos Possam vergá-las de quebranto, ou peias   "E devagar, em esforço, nasce o verso", Como se em carne ho...

SÁBADO, DOMINGO... TERÇA E QUARTA FEIRA

Imagem
Meus amigos,   No final destes sonetos que hoje dedico aos meus amigos de quatro patas e penas, deixo-vos alguns links que permitirão a vossa entrada na Academia Virtual de Poetas e Escritores , de que passei a ser membro desde o dia de hoje, por amável convite da Presidente Fundadora, a poetisa Efigênia Coutinho. É com muita honra que aceito fazer parte deste maravilhoso grupo de Poetas e Escritores Lusófonos. Um enorme abraço para todos vós!     O REINO DA ETERNA PRIMAVERA     Se um dia eu tiver fome… eu terei fome, Mas “Eles” só a terão depois de mim! Eu distribuo o pão até ao fim Por estes que me sabem mais que o nome.   Esta norma absoluta, urgente, enorme, Faz com que tudo seja sempre assim No reino onde semeio o meu jardim, Onde nasce o poema e o corpo dorme…   E tanto falta! Tanto vai faltando, Que quem por aqui passe e não me entenda Pode pensar que só a fome impera…   Mas tanto afecto a nós nos vai sobrando, Quanto amor nasce assim, sem encomen...

A CAUSA

Imagem
  Aqui, no desempenho da missão Que transcende a humana competência, Transmutando-me em jogos de paciência, Eu tento-vos falar da redenção.   Por esta causa eu luto com paixão; Redimo dois mil anos de inclemência Naquilo que define a minha urgência, Naquilo que me impõe o coração...   Se o que vos digo aqui, vos encaminha Se um só de vós entende estas razões E pára, um só segundo, p`ra pensar   Nesta causa que é vossa sendo minha, Terei justificado as mil traições Dos que me hão-de tentar crucificar...      IMAGEM RETIRADA DA INTERNET    

O POEMA III

Imagem
E SE? * E se um verso fosse obra de ninguém, Se fosse um ser que existe só por si, Independente, atento ao que escrevi, Para ver se lhe assenta mal ou bem? * Se fosse, cada verso, um novo alguém Que aspira à vida e que se prende aqui, Que pressentisse as coisas que eu vivi E quisesse vivê-las, ele também? * Se fossem, estes versos, sopro vivo De alguém que espera pra tornar-se activo E que aguarda o momento de embarcar? * Se fosse o dar-lhe vida, o dar-lhe voz, Criar um ser tão vivo como nós Que só alguns soubessem aceitar? * Mª João Brito de Sousa 04.11.2008

O PRAZER, segundo uma Poeta porque Deus quer

Imagem
Quando o prazer me chama, eu pinto ou escrevo E tão feliz me sinto, e satisfeita, Que me sinto mulher-quase-perfeita No festivo tecer do meu enlevo!   Porque é puro prazer o que descrevo! Por isso é que eu me sinto como "eleita", Que eu semeio e partilho esta colheita Que ofereço a quem quiser. Ao que eu me atrevo!   Prazer! Puro prazer, pura alegria, Colher, de noite, e semear de dia Palavras como espigas, como pão!   Prazer é, para mim, o que aqui faço! É derrotar a dor do meu cansaço Enquanto me partilho em comunhão...     À Ki, porque me recordei dela enquanto escrevia este soneto.   Ao Free Style. Porque sim.   Tela de René Magritte - imagem retirada da internet

O PASSAR DAS CARAVANAS

Imagem
Surgiu-me esta leviana compulsão De tudo perdoar...até a mim! A mim, que tanto errei por ser assim Tão escrava das algemas da razão...   E foi crescendo em mim esse perdão, Como a flor vai crescendo no jardim... Foi esse tal perdão, que não tem fim, Quem engendrou a minha decisão:   Tranquei-me entre paredes de cristal, De aonde nunca saio e tudo vejo Sem nunca saber "como" ou sonhar "quando"...   Fiquei a "viajar" nesse local Onde sonho, construo e me protejo, Enquanto as caravanas vão passando...     Ao Vitor porque "nasceu" de uma frase que ele, ontem, utilizou num comentário deste blog.   Imagem retirada da internet

OPÇÃO

Imagem
  Não sei de aonde vens. Não sei quem és... Se dizes o que sentes sem mentir, Se entendes ou se apenas te quer`s rir Daquilo que aqui escrevo e que tu lês...   Aceito-te como és (ou dizes ser...). Aceito-te da cor com que te pintas E, acaso não gostes ou me mintas, Prefiro nem sequer tentar saber...   Eu vejo-te (ou invento-te em imagem?) E sei que és, afinal, uma miragem Desfocada do teu original...   Mas és um ser humano que me fala E eu afasto a voz que se me cala Se temo que me possas tu qu`rer mal...       Imagem enviada por cateespero