GLOSANDO MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XLII
HÁ PALAVRAS QUE BAILAM NOS MEUS DEDOS Há palavras que bailam nos meus dedos E que zombam de mim, deste cansaço Fazendo dos meus dedos seus brinquedos Enquanto eles repousam no regaço Vão juntinhas contando-lhes segredos Pra que ao ouvi-los sintam embaraço E plo papel se percam em enredos Olvidando a fadiga em que me amasso E devagar, em esforço cresce o verso Ora algo indolente ora algo disperso Troçando dos meus dedos vagarosos Vai adquirindo forma de poema Feito com as palavras de algum tema E os versos, que cresceram rigorosos MEA 24/02/2017 ********* O EMBRIÃO "Há palavras que bailam nos meus dedos" Seguindo a pulsação das próprias veias, Compondo, ou recriando os seus folguedos, Conforme a mente vai moldando ideias. "Vão juntinhas contando-lhes segredos", Arrancando e limpando as velhas teias Que escondem, ou mascaram quantos medos Possam vergá-las de quebranto, ou peias "E devagar, em esforço, nasce o verso", Como se em carne ho...