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SONETO A UMA LONGA, FRIA, FEIA E ESCURA TARDE DE CHUVA - Alegoria... e não só.

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    SONETO A UMA LONGA, FRIA, FEIA E ESCURA PREMONIÇÃO DE INVERNO *     Pr`a quê cantar a jovem Primavera   Que nos não traga, acesa, a claridade   Que emite, lá no alto, a rubra esfera   Assim que se ergue e brilha em liberdade? *       De que terá servido a longa espera   Se a chuva nos roubar, pela metade,   Um céu que esconde um sol que mal tempera   Um dia que nasceu sem qualidade? *     E, sob intensa chuva, a tarde fria   De que hoje vou falar, nem sei porquê,   Faz crer que o próprio verso se arrepia *   Se, na estrofe final, disser que crê   Que mais depressa brilha um novo dia   Pra quem, no que se vai, tanto mal vê... *     Maria João Brito de Sousa – 27.03.2014 – 17.37h

SONETO A UM FADO VINDO DA CASA AO LADO

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  (Em decassílabo heróico)   Eu quero-te abraçar na voz cantante De um soneto qualquer desmoronado Em pavimento alheio, à hora errante De um tropeçar que é sempre inusitado   E, depois, confessar, já confiante, Que, às vezes, também sei cantar-te em fado, Desses menos banais, mas “navegante”, Dos que andam pelo mar, no mar criado…   No beijo que te dou, canção distante, Acidental, mas firme em teu traçado, Direi, agora, ser desconcertante   A palavra a brotar do som escutado Que se me veio impor no justo instante Em que te ouvi trinar, na casa ao lado     Maria João Brito de Sousa – 07.02.2014 – 18.21h