O PALÁCIO DE SAL
Ó meu palácio líquido e imenso De torreões de espuma imaculada, Todo bordado em renda recortada Sobre esse fundo de um azul intenso, Nas muralhas instáveis que condenso Na imagem recorrente que, inspirada Me surge deste olhar-te e estar calada Na profunda atenção que te dispenso, És berço de sereias e tritões, A estranha fauna desse imaginário Eterno e colectivo ou irreal Que habitas para além desses portões Que invento para ti, ó meu sacrário Feito de sonhos e de água com sal. Maria João Brito de Sousa - Verão 2008 (Imagem retirada da Internet) (Revisto)