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O PALÁCIO DE SAL

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    Ó meu palácio líquido e imenso De torreões de espuma imaculada, Todo bordado em renda recortada Sobre esse fundo de um azul intenso,   Nas muralhas instáveis que condenso Na imagem recorrente que, inspirada Me surge deste olhar-te e estar calada Na profunda atenção que te dispenso,   És berço de sereias e tritões, A estranha fauna desse imaginário Eterno e colectivo ou irreal   Que habitas para além desses portões Que invento para ti, ó meu sacrário Feito de sonhos e de água com sal.     Maria João Brito de Sousa - Verão 2008   (Imagem retirada da Internet)   (Revisto)  

O ABRAÇO

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Ó lusitano mar de quem herdei As veias dos poemas que te faço, Eu venho-me entregar ao teu abraço Pela mão de um soneto que criei   E tu, em cujo seio eu engendrei A voz que trará vida ao meu cansaço, Repara nestas linhas que te traço E aceita, inteira, a vida que te dei...   Eu sou quem te levou a outras raças, Quem de ti fez cavalo que galopa, Quem ouve os mil segredos que revelas...   Eu sou a terra-mãe que tu abraças Num ponto ocidental da velha Europa E a nação que te encheu de caravelas!   (Imagem retirada da internet)   NOTA DE RODAPÉ -Um dos sonetos com que concorri aos Jogos Florais que não ganhei