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UM GALOPE ACIDENTADO

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Imagem surripiada  daqui   UM GALOPE ACIDENTADO * A Musa assoma e eu caio do cavalo Que sem freio galopa até ao fim Do fôlego que tem. Aqui me calo Ainda que o cavalo habite em mim... * Não cortámos a meta? Não me ralo! Este meu cravo rubro de carmim Há-de amparar-me até ao intervalo Que deve conceder-se a queda assim. * A Musa que entretanto prosseguiu No dorso do cavalo, que não viu, Nem deu conta da queda aparatosa, * Ao sentir um ligeiro estremeção, Mais quis que galopasse o alazão E eu perdi-lhes o rasto. O resto é prosa. *   Maria João Brito de Sousa - 19.10.2021 - 14.20h