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A mostrar mensagens de março, 2020

UMA PITADA DE (BOM) HUMOR EM FORMA DE QUADRAS POPULARES

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Leia  aqui  se faz favor.

HÁ-DE HAVER RISOS, HÁ-DE HAVER QUEM VENÇA!

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HÁ-DE HAVER QUEM VENÇA! *   Morrem os velhos, morrem os doentes, Morrem humildes e até  poderosos... Que dos que partem nasçam as sementes Que irão vingar e dar frutos viçosos! * Fazem clausura crentes e descrentes, Cessam abraços, por perniciosos, Temem as gentes tornar-se os agentes Desse contágio. Todos, quais leprosos, * Tapam os rostos, evitam tocar-se, Que é grande o medo de contaminar-se; Enorme o risco e tremenda a sentença! * Das negras noites nasce o fel dos dias, Mas... vida é Vida e, depois das fobias, Há-de haver risos, há-de haver quem vença! *   Maria João Brito de Sousa – 29.03.2020 -20.31h   Imagem retirada da Web, via Google    

DISTO ESTOU CATIVA (soneto/missiva)

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  DISTO ESTOU CATIVA (Soneto/missiva) * Estive quase a morrer no hospital E hoje estou quase cega, pouco vejo... Peço, poeta, não me leve a mal Não ter correspondido ao seu desejo * De amigável conversa virtual... Creia, poeta, que não tive ensejo ​​​​​​​De dar resposta, como habitual E, de futuro, nada bom prevejo. *   Doseio a conta-gotas o que leio E também o que escrevo hoje doseio... Tudo isto faço pra manter-me viva   * Não vá a morte  levar, de escanteio, O que antes lhe neguei. Decepcionei-o? Peço perdão, mas disto estou cativa.   *   Maria João Brito de Sousa – 29.03.2020 – 16.24h **   Nota - Soneto enviado como resposta ao soneto "Missiva" que me foi enviado por um poeta amigo do Brasil, Raymundo Salles.   Imagem retirada da WWW, via Google  

PASSAM AS POMBAS EM BANDOS

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ARTIGO VIGÉSIMO PRIMEIRO

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ARTIGO VIGÉSIMO PRIMEIRO *   Segue de vento em popa o nobre sonho Dos amanhãs que anseiam por cantar E disto, apenas disto, hoje disponho Para, estando acordada, inda sonhar. *   A cada um dos dias que transponho, Oiço uma voz de fundo a anunciar Os (e)feitos de um vírus tão medonho Que nem o povo o pode erradicar. *   Assim, está posta em causa a liberdade; Por cada passo dado na cidade, Terão de dar-se contas. Tudo é novo *   E ninguém sabe nada. Ninguém sabe Se se irá resistir à mortandade, Se sobrevive, ou  não, a voz de um povo.   *     Maria João Brito de Sousa – 19.03.2020 – 10.32h

ABRE OS BRAÇOS À VIDA!

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      ABRE OS BRAÇOS À VIDA   * Abre os braços à vida, besta louca, Besta da forte chama que arde em mim, Consegue-me mais tempo antes do fim Daquilo que sei ser: humana e pouca!   * Devolve-me a revolta em mar convulso, Envolve-me em calor, em força ardente, Firma na minha mão, neste meu pulso, Glórias, como se fosse antigamente!   * Hera, não mais serei, evoco Marte, Irei buscar Neptuno às profundezas, Já que a Terra ameaça em toda a parte, Kafkiana de inocência e de certezas   * Lacónico, este chão que piso e que amo, Mede-me a cada passo que não dei, Nenhum tempo concede ao que reclamo, Oprime ao repetir-me o que já sei.   * Passado não me falta. Só futuro. Qual futuro?, pergunta-me a razão Rindo de mim no nada em que procuro Sombras de mim na antiga dimensão...   * Tomba um entardecer como os demais, Urdo, eu, um novo sonho amanhecendo, Vibra ainda uma corda, um eco, uns ais Wagnerianos, frágeis no crescendo, *   Xaroposos, venais, enjoativos... Yolo!,* grita-me o mar ao descobrir...

COISAS COMUNS

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COISAS COMUNS *   As coisas mais comuns, mais pequeninas, Tornam-se ameaçadoras, gigantescas, E roem-te por dentro e escavam minas Cada vez mais profundas, mais dantescas. * Pensavas dominá-las? Não dominas; Tentas matá-las e renascem frescas Do espectro das vitórias que imaginas, Mais brutais, mais cruéis e mais grotescas. *   Se eu pudesse escrever como escrevia Quando olhos e razão me eram senhores, Delas, decerto, conta nem daria, * Mas  não sei se virão dias melhores, Nem se as coisas comuns do dia-a-dia Um dia deixarão de ser só dores. *   Maria João Brito de Sousa –  08.39h - 03.93.2020h *   Imagem - "A Ansiedade", Edvard Munch, 1894