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SONETO LUNAR ou L`IMPORTANT C`EST LA ROSE...

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"L`IMPORTANT C`EST LA ROSE" * Da natureza emerjo e sou quem sou Consciente de aqui estar, mas tão serena Que, ao espelhar-me em luares de lua plena, Aguardo receber quanto lhes dou * E moldo cada raio que brilhou Sem me sentir culpada, ingrata, obscena, Por espinho, dissabor ou qualquer pena, Que ressurja na flor que dele brotou * Então, repasso o disco semi-gasto, Das pétalas do mundo em que me basto E torno-me lunar porque me apraz * Ter um corpo distante, inerte e casto, Do qual, sem dar por isso, só me afasto Se me acontece querer sem ser capaz * Maria João Brito de Sousa – 19.01.2013 – 19.43h

SONETO À MINHA LOUCA, LOUCA INSPIRAÇÃO...

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(Em decassílabo heróico)   Venho tarde e más horas porque venho de um momento lunar que desconheces no despontar da teia em que te teces há mais do que a noção que tens de antanho   Se firo, qual maleita ou corpo estranho e me alheio do tanto que padeces, é por puro desdém das gastas preces que te confesso já, nego e desdenho!   Matéria, anti-matéria… o que me importa se, ao ser razão de ti, me quedo absorta pr` assombrar-te depois, sem mais razão,   E, sempre que me julgues quase morta, te invadir, derrubando a frágil porta que usaste pr`a fechar-me o coração?     Maria João Brito de Sousa – 18.12.2012 – 02.47h   NOTA – Soneto reformulado a 20.06.2015   IMAGEM - "Mulher em Molho de Luar", Maria João Brito de Sousa - 1999

DÁDIVA LUNAR

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  Não te pedi, ó lua, a lucidez De um breve e claro raio de luar. Antes quisera, ó lua, questionar A minha sempre certa insensatez.   Não te pedi um sonho que, talvez Me pudesse acolher ou consolar. Antes quisera, ó lua, perguntar Sobre as coisas da vida e seus porquês...   O raio de luar que me enviaste Tem as suas razões. Eu tenho as minhas E este gozo que assumo ao descobrir.   Deste-me a luz e não me perguntaste Sobre os enigmas, sobre as adivinhas Deste estranho mistério de existir...     Imagem retirada da internet

HOJE A LUA...

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  Hoje a Lua está mágica e crescente… Parece o astro-rei que, embranquecido, Se tivesse entregado, já vencido Por esse halo de prata transparente.   Hoje, a lua reluz omnipresente! Seduz o astro-rei que, já rendido, Parece ter-se, enfim, comprometido Num enlace irreal, incongruente.   Hoje a lua – se é lua o que ali vejo – Vestiu-se de brancura e de desejo, Conquistou meia Terra e, já cansada,   Despediu-se de mim, roubou-me um beijo, Foi-se deitar assim que teve ensejo E deixou-me a sonhar estando acordada…         Imagem retirada da internet     Uma sugestão literária no http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt/ Passem por lá - é só fazer click no link! - e encomendem!  

A MISSÃO

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Há um planeta inteiro p´ra salvar! As Musas deste céu que me ilumina Deram-me esta missão quase divina Numa noite de estrelas e luar...   Assumo esta missão, sem hesitar, E encontro outro Quixote em cada esquina, Mas é Sancho, afinal, quem me fascina Ao vir lembrar-me a hora do jantar...   Viro costas às Musas, já rendida (a carne é poderosa, quando chama...) E volto ao aconchego do meu quarto.   Talvez noutro amanhã... talvez a vida A traga, de bandeja, à minha cama, Quando saciado esteja o corpo... e farto.     Maria João Brito de Sousa - 30.10.2008 - 14.57h       (Imagem retirada da internet)