SONETO ACABADO DE ESCREVER PARA UM "SONETO JÁ ANTIGO" DE ÁLVARO DE CAMPOS
SONETO ACABADO DE ESCREVER PARA UM “SONETO JÁ ANTIGO”, DE ÁLVARO DE CAMPOS * Raios me partam que tanto produzo Sonetos e sonetos e sonetos Uns atrás de outros, sem fazer projectos Sobre os demais projectos, que recuso. * Se pra meu uso tanto e tanto abuso De ininterruptos versos obsoletos, Decerto não acuso outros objectos Quando a simples objecto te reduzo, * Nem vou pedir a Daisy que, por esmola, Diga esconder a dor que não se evola Do seu espontâneo gesto costumeiro * E não há Cecily que em mim previsse Mais do que alguns minutos de chatice, Ou a chatice extrema, a tempo inteiro. * Maria João Brito de Sousa – 08.01.2019 – 18.13h Imagem retirada daqui