GATO DE TELHADO - Reedição
GATO DE TELHADO * O Sol brilha em teus olhos doirados Se, incontido, um rosnido acontece Na conquista de urbanos telhados Onde, à noite, o teu corpo adormece * De veludo, em teu dorso eriçados, Revelando a tensão que o estremece, Há milhões de pequenos soldados Preparando o que em garras se tece… * Não há fome nem frio, não há sede Que detenha essas garras brandidas Na defesa de um espaço que é teu * Mas se o estranho invasor to concede E se afasta das telhas perdidas Conquistaste na Terra o teu céu! * Maria João Brito de Sousa 30.12.2012 – 18.09h *** (Soneto em verso eneassilábico)