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A CEGADA DO BICHO-PAPÃO

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    Uma Santa Páscoa a todos os amigos que tentei, mas não consegui, contactar por email... este PEC do Sapo não está a ser lá muito pacífico, tenho sérias dificuldades em aceder ao Poetaporkedeusker e é-me praticamente impossível publicar. Ainda por cima vou estar ausente durante vários dias por dupla imposição da data e de duas consultas hospitalares. Muita criatividade para todos vós!     A Loucura, por vezes, faz-nos falta Na esquina por dobrar de uma razão... Reaceso o rastilho da paixão Reaprende-se o mar na maré-alta.   Ali, em plena arena, o velho salta Sobre a tampa irreal do alçapão Onde mora esse tal Bicho-Papão Que mete muito medo a toda a malta...   Já quase no final da estranha cena, Um corvídeo qualquer, batendo as asas, Diz que a peça não presta - e não tem pena! -   Uns tantos que o seguiram, destemidos, Debandam, tentam ir pr`a suas casas, Mas caem pelo chão, já sem sentidos...        IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

QUE ESTRANHA LOUCURA A MINHA V, VI E VII

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À PORTA DO ESPELHO   Precisamente um sonho! Um sonho só E um dom ou uma dádiva - sinónimos... Dispersa-me em milhões (serão het`rónimos?) E abraça-se a mim fechando o nó.   Precisamente e só um sonho louco, Que me enlaça, me prende e me seduz, Aceso em mim... e tudo se reduz Ao muito que sei ter, tendo tão pouco...   Nesta abundância vivo e comunico E tenho muito mais do que o mais rico Porque vivo do amor que tudo tem...   Aqui, nesta loucura abençoada, Percorro, neste mundo, a minha estrada Por dentro de mim mesma e sem ninguém...   A EXULTAÇÃO DO ESPELHO   Eu ergo-me do chão, meu velho amor! Da força deste meu eterno abraço À doce solidão na qual me enlaço E reinvento a vida em nova cor...   Sou árvore caída que se ergueu, Que germinou da pedra e estendeu ramos E vou continuar (todos nós vamos...) Por onde me levar um sonho: - O meu!   Sou palimpsesto deste humano fruto, Sou êxtase da vida e sou produto De quantos ideais o mundo oculta.   Sou eco da palavra e sou reflexo Do espelho ...

QUE ESTRANHA LOUCURA A MINHA II, III E IV

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VIRTUALMENTE ALICE...   Há dúvidas, arrobas, asteriscos, Mil coisas irreais que desafiam, Que nem anjos sequer pressentiriam, Mas que já me fizeram correr riscos...   Há coisas de estranheza desmedida Como a "diagonal das verticais" E outras que parecem ser reais Mas que não são sequer formas de vida.   Há coisas que parecem ser ideias Com / fusas, semi-fusas e colcheias A saltitar na pauta semi-breve...   Alice no País-dos-Pesadelos Que trinca, alegremente, os cogumelos E vai fazendo tudo o que não deve...   O PLANETA DO FAZ-DE-CONTA   Faz de conta que é tudo, exactamente, Igual ao que já foi quando era "dantes". Faz de conta... e moinhos são gigantes! Basta-me um "faz-de-conta", urgentemente.   Faz de conta que vejo o que não vejo E que tudo o que vi, nunca foi visto! Se neste Blogomar a vida é isto, Faz de conta que brinco e que gracejo.   Faz de conta que sinto sem sentir... (mas eu não minto e nunca sei fingir,  por isso faz de conta que não sinto...)...

QUE ESTRANHA LOUCURA A MINHA...

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      Louca! Honestamente, eu fiquei louca! (e mesmo que não esteja, convém estar...) A loucura permite flutuar, Navegar neste mar sem usar roupa...   E louca vou criando e navegando No estranho blogomar que Deus me aponta Porque a minha loucura apenas conta Se eu deixar de assumir o Seu comando.   Por quanto estranho escolho eu já passei, Por quanta tempestade eu enfrentei, Eu nutro uma secreta afeiçãozinha...   São sentimentos sem qualquer razão, Que SINTO mas não sei dizer se são Efeitos desta tal loucura minha...  

LOUCURAS...

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  Loucura... é tão saudável a loucura Quando desperta em nós feita amizade... Brinca connosco, afasta essa ansiedade Que tantos `inda pensam não ter cura... . Acende-se uma chama solidária; Lá voltamos a ser os Mosqueteiros, A bater-nos por sonhos verdadeiros Contra uma sujeição totalitária... . Quantas vezes ser "louco" é ser melhor, É dar mais cor à vida, é ser mais puro, Parar de dar ouvidos às mentiras . E adornar a palavra, usando a cor, Ou albergar, cá dentro, outro futuro Que vence, no presente, humanas iras... .  Colares,12.04.08 - 09.30h . A todos os que ontem visitaram o poetaporkedeusker. A todos os que, a partir de hoje, o continuarem a visitar.