SONETO CONTRA-NATURA
SONETO CONTRA-NATURA * Burile-se o soneto qual escultura Mas só depois de impresso. Quando brota Deve ser jorro em natural ruptura Com a extrema prudência que denota. * Curto tamanho, pequena estatura Tem o soneto e escolhe a própria rota Ainda que ela o leve à sepultura Rindo de si pra não fazer batota. * Mas se em tão curto espaço cabe inteiro Nem sempre o que contém é tão ligeiro Quanto o do que hoje trago e que desmente * Quanto quero dizer e só desdigo Na pequenez do pouco que consigo Grafar letra por letra, lentamente. * Maria João Brito de Sousa - 16.11.2020 - 13.59h