CERNE DO MUNDO - sonetilho
Sem dizer uma mentira, Sem falar do que não sinto, Espero que ninguém me fira Ou, sequer, julgue que minto. Sou, do mundo, o que nele gira Sem me negar esse instinto Do que à vida me retira Quanto do sonho eu consinto. Sou aquilo que sobrar De um mundo em ebulição Na tropopausa gelada, Na condição de encontrar No auge da privação, Qualquer coisa;- ou tudo, ou nada! Maria João Brito de Sousa - Maio 2011 IMAGEM RETIRADA DA INTERNET