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A mostrar mensagens de junho, 2024

O IMORTAL SONETO ALEXANDRINO

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Homem vitruviano Leonardo da Vinci * O IMORTAL SONETO ALEXANDRINO * Abre-se em leque extenso, amplia-se e seduz Como raio de luz em nevoeiro denso... Por vezes surge tenso, em fogo se traduz, Mas é um ai-jesus tão suave quanto incenso * Jamais houve consenso entre quem lhe faz jus, Mas ninguém o reduz pois jus faz ao bom senso E quando um ódio intenso o quer levar à cruz, Levanta-se e reluz, mostra-se infindo, imenso! * Ou suscita paixões, ou raivas e desprezo, Mas lá renasce ileso imune às agressões E prenhe de ilusões, vivo, brilhante, aceso! * Tem forma sem estar preso às velhas convenções, Resiste às tentações, sustenta-lhes o peso... Sabe bem quanto o prezo e, a mim, dá-me lições. *   Maria João Brito de Sousa 15.06.2020 - 15.23h ***

NOVEMBRO DE MÁ MEMÓRIA!

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Inda que de mim discorde, Não me deseje o pior: Sou loba que nunca morde, Leia-me  aqui  , por favor!

ESSÊNCIA - Reedição

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Imagem Pinterest * ESSÊNCIA * Mudas de espanto e sem fazer sentido Nascem palavras, brotam sensações Que se entrechocam num ponto perdido Gerando prados, montanhas, vulcões * Trocando as voltas ao que foi pedido, Emudecendo a voz de outras questões Com que se tenham já comprometido, Muito senhoras das suas razões! * Como ecos fundos, chegam sons distantes Que, cá por dentro, fazem ressoar Roucos murmúrios de ideias constantes * Músicas loucas, vibráteis, pulsantes Em que o desejo se ousa decifrar Na pauta insone de uns versos cantantes * Maria João Brito de Sousa 16.05.2014 – 16.54h ***  

BANDEIRA DE CORSÁRIO - Reedição

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Imagem Pinterest * BANDEIRA DE CORSÁRIO * À nuvem que crescia ordenei: - Gela! E ela estremeceu, mas não gelou. Quis pintar qualquer coisa e gritei: - Tela! Mas ela fez-se surda ou nem escutou * Restava-me a memória, esta sequela De um sonho (in)conquistado que passou, Escondida onde nem eu dava por ela, Murchando à sombra desta que hoje sou * Escrava da minha própria liberdade, Jamais o burburinho da cidade Me há-de arrancar à paz do meu estuário * Sobre o convés do galeão, que piso, Disparo o meu canhão, sem pré-aviso, E desfraldo a bandeira de corsário. * Maria João Brito de Sousa 19.07.2018 – 17.15h *** Às minhas memórias de Emílio Salgari

SE O CHICOTE DO RAIO ME ILUMINA - Reedição

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Eu com a avó Alice e o avô poeta na varanda da casa da rua Luís de Camões *** SE O CHICOTE DO RAIO ME ILUMINA * Se hoje escrevo com força de trovão E o chicote do raio me ilumina, São as minhas memórias de menina Que, debruçadas neste coração, * Me enfunam das razões que há na razão Essa improvável vela que, à bolina, Singra agora indomável peregrina Dos ventos que vão rumo ao furacão * Lembras-te, avô poeta, desses dias Das chuvas fortes e das ventanias Que tanta vez saudámos fascinados * P´las vergastas de luz que ribombavam Colorindo as rajadas que açoitavam Os nossos rostos mudos e assombrados? *   © Maria João Brito de Sousa - Julho, 2020 * (escrito no dia a seguir à grande trovoada de Verão)  

DIA DE PORTUGAL DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

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    Luiz Vaz de Camões * * OLHOS FERMOSOS EM QUEM QUIS NATURA * Olhos fermosos, em quem quis Natura mostrar do seu poder altos sinais, se quiserdes saber quanto possais, vede-me a mim, que sou vossa feitura. * Pintada em mim se vê vossa figura; no que eu padeço retratada estais; que, se eu passo tormentos desiguais, muito mais pode vossa fermosura. * De mim não quero mais que o meu desejo: ser vosso; e só de ser vosso me arreio, por que o vosso penhor em mim se assele. * Não me lembro de mim, quando vos vejo, nem do mundo; e não erro, porque creio que, em lembrar-me de vós, cumpro com ele. * Luís de Camões *** Eu no meu melhor ângulo, fotografada por Carlos Ricardo * I * Tal quis Natura por um breve instante Que está Natura sempre em movimento E nunca hesita em nos privar de alento Se algum de nós se mostra algo ofegante * Ao vate juvenil, forte e pujante Que cria versos ao sabor do vento E que, sorrindo, a tudo esteja atento Dá-lhe Natura o dom de ser galante * Porém ao que envelhece ...

MARIA SEM CAMISA, 2024

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Perdoem-me a longa ausência e sigam por  aqui , se vos aprouver