UMA FROTA DE ILUSÕES
(Soneto em decassílabo heróico) Da frota de ilusões, destaco, ao fundo, bojuda vela em barca pequenina, rumando à colisão, rasgando o mundo, a silhueta frágil da menina Que, num primeiro olhar, quase confundo com tantas que encontrei de esquina em esquina e de cujas memórias quase inundo o verbo que me embala e me fascina... Tão firme, a vasta frota de ilusões! Avança devagar, mas sempre avança num mar que não lhe aponta obrigações, Senão a que lhe cumpre; ser criança e transportar, na barca, as vocações escondidas em porões que nunca alcança. Maria João Brito de Sousa – 27.07.2015 – 16.25h