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A mostrar mensagens de abril, 2009

Notícias

Estando impossibilitada de aceder à net, pede-me a Maria João que deixe aqui o seu MUITO OBRIGADA pela preocupação e carinho demonstrado, algo que, na adversidade é sempre um conforto. Como provavelmente sabem, através dos comentários deixados pela Ligeirinha no post anterior, a Maria João tem, há mais de uma semana, fortes dores abdominais que lhe provocam um enorme desconforto e a impedem de qualquer actividade dita normal. Na passada 2ª feira, dia 13, deslocou-se ao hospital onde, nas suas próprias palavras, lhe fizeram análises, raios-X abdominal e toráccico e, após algumas horas na sala de aerossóis devido aos problemas respiratórios, lhe deram alta, indicando-lhe uma dieta rica em fibras e legumes, um laxante e analgésicos. Como as dores não abrandavam, na 5ª feira, dia 16, a técnica de apoio social que a acompanha desde há 10 anos, levou-a novamente ao hospital, de onde saiu esta madrugada, com as mesmas dores. Os exames e análises que fez nas mais de 24 horas que passou nas Urg...

PÁSCOAS

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Recordo a nostalgia dos "talvez" Na clara incompletude dos convénios E afogo a lucidez de muitos génios Na minha insustentável pequenez.   Senhor que há tantos anos foste a rês - tantas horas, Senhor, em dois milénios... - E eu, na solidão dos meus decénios, Contando o dia-a-dia a cada mês...   Reduzo a simbolismos de fachada A estranha, imensa, sede que me deste? Ou, mais teimosa ainda, eu sigo em frente?   Sei bem que nada sei (ou quase nada...) E espero o tempo ardente, a hora agreste, Na absurda condição de ser semente.     Maria João Brito de Sousa - 12.04.2009     Imagem retirada da internet 

O APRENDIZ DE POSEIDON

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Vivia em  grutas fundas e escavadas Entre as altas falésias, nos rochedos, E redimia as almas dos seus medos Desde o cimo das rochas escarpadas…   A cada pôr de sol de horas passadas, Ouvindo as confissões de mil segredos, Contavam-se-lhe as almas pelos dedos Que fossem, finalmente, libertadas…   Mas era persistente, este aprendiz, Porque a urgência estava em ser feliz, Em dar o seu melhor e prosseguir…   Nunca, por nunca ser, o desalento Chegou a perturbar esse talento No muito que ele ousava conseguir... Maria João Brito de Sousa   Imagem retirada da internet       E VIVA A BRIOSA!   E viva a Briosa??? Porquê? Ganhou algum jogo? Bem... se eu fosse de algum clube, seria da Briosa... :) Já me lembro! Ganhou ao Benfica!        

ESQUECI-ME DE ME LEMBRAR...

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    Esqueci-me de lembrar que amei assim, Na meta horizontal do meu sentir… Lembrei-me de esquecer, sem conseguir, O que, de tanto amar, sobrou de mim   E, neste esquecimento, eu vi-me, enfim, Como a continuação do meu porvir; O tempo que eu gastei a perseguir Essa ideia de amar, de dizer “sim”,   Foi tempo que, perdendo, não perdi, Foi coisa de milénios, de segundos, Foi coisa de viver para aprender   E agora, sabendo que o esqueci, Meus sonhos mais longínquos e profundos São os de me lembrar de não esquecer.       Maria João Brito de Sousa - 10.04.2009  

SEM PLÁGIOS, POR FAVOR!

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Por quantos plágios foram cometidos E por quantas imagens usurpadas Divulgo, neste espaço, às três pancadas, O que agora chegou aos meus ouvidos:   Uma marca estrangeira copiou Esta imagem de marca da Rosinha E eu que, às vezes, sou boa vizinha, Sugiro boicotar quem plagiou!   Divulgue-se e boicote-se este plágio Da nossa companheira “copiada”! Sejamos solidários, sempre unidos!   Todos consensuais, neste sufrágio, Ponhamos a Oilily na bancada Onde os plagiadores são os arguidos!   Este apelo à boa-vontade da blogosfera, chegou-me via http://jonasnuts.blogs.sapo.t/ e diz respeito a uma imagem de marca de uma artesã portuguesa, a Rosa Pomar, que está a ser vítima de plágio.   Apelo a todos os meus amigos e companheiros de blogosfera - e não só... - a que boicotem a marca "OiLily", divulguem a situação nos seus blogs e contactos pessoais e a que visitem o blog da Rosa Pomar http://www.aervilhacorderosa.com/ ou a sua blogshop http://www.aervilhacorderosa.com/shop/ ...

AMANHÃ OU DEPOIS...

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Amanhã, ou depois, vos falarei Das asas de luar de uma partida, Da estranha luz da Terra-Prometida, Do menino de luz que eu encontrei.   Amanhã, ou depois, vos contarei Desses longes de luz da minha vida, Da longa-curta estrada percorrida [milénios por minutos, que eu bem sei!]   Amanhã, ou depois, descreverei O tempo já sem tempo que recordo E a voz sem ter voz que então ouvi.   Amanhã ou depois… hoje não sei Se amanhã, ou depois, ainda acordo, Se amanhã, ou depois, estou por aqui…    

TUDO É CONFORME

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Amigo, é sempre assim: - tudo é conforme Os passos que, na vida, vamos dando. Umas vezes cansados, arquejando, Quando a distância nos parece enorme…   Outras vezes correndo, descuidados, Pensando: - É já ali, não tarda nada! Outras, ainda, a nossa caminhada É tão serena quanto os passos dados…   Tudo é conforme aquilo que soubermos E aquilo que pensamos já saber. Tudo é conforme aquilo que pudermos…   Tudo não é senão o que fizermos Ao longo do que está por percorrer Conforme as poucas coisas que entendermos…  

CLANDESTINIDADE

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  Aqui, neste começo de ninguém,                Na génese do meu desconhecido, Nesta implosão do que não faz sentido, Procuro o dealbar de um novo Além.   Aqui, onde me sei, se encontro alguém, Um outro, como eu, que já perdido, Procure ainda e esteja convencido De poder encontrar-se em si, também,   Eu reconheço ter valido a pena! Prossigo a caminhada, mais serena Por saber que outros há que, como eu,   Se negam ao torpor das meias-vidas, Que arriscam caminhadas proibidas Em busca dessa luz que Deus lhes deu. - - - * - - - * - - - * - - - * - - - * - - - * - - -     Este é o soneto com que eu teria concorrido aos Jogos Florais da Associação Portuguesa de Poetas, caso a memória me não tivesse, mais uma vez, atraiçoado. O mesmo aconteceu com o soneto com que eu quereria ter concorrido aos Jogos Florais de Almeirim e que eu ainda nem sequer consegui encontrar, por estar manuscrito num dos milhares de papéis com poemas que vou guardando muito bem guardadinhos e, depois, não encontro... Nã...

O BERÇO

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Sereno e solitário antigo mundo Do Feto Arbóreo em tramas colossais, Do tempo em que nem mesmo os animais Sonhavam existir... mundo fecundo!   Sereno antigo mundo em mutação, Desabrochando em sonhos por sonhar... Imagino-te - ou ouso recordar? - Em estranha, absurda, louca comunhão...   Cada eclosão, em ti... pura riqueza! Cada transformação um novo sonho E cada despertar... um hino à vida!   Abarco essa estranhíssima beleza... Talvez fosses selvático, medonho, Mas foste tu o berço e a guarida!   Imagem retirada da internet - Feto Arbóreo    

MAR NOSSO

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  MAR NOSSO * Esgotei o mar no mar dos meus sonetos (ou esgotou-me ele a mim, é o mais certo…) O mar, lá longe… e fica aqui tão perto O mais secreto mar dentre os secretos...   Esgotou-se o mar em mim… só os desertos De ondas de areia em estranho desconcerto Parecem estar em mim que sei, decerto, As rotas de outros mares e de outros medos.   E, no entanto, é mar e será mar O sangue que me corre nestas veias Enquanto o tempo o deixa em mim correr.   E, entretanto, eu calo o meu cantar E escuto, ao longe, o canto das sereias Porque foi desse mar que ousei nascer. *       Maria João Brito de Sousa - Abril, 2009     Navegado para http://fabricadehistorias.blogs.sapo.pt/     NOTA - Queiram ter a bondade de descer as "escadinhas", depois de visitarem a Fábrica de Histórias, e ver o Prémio que está à vossa espera no http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt/    

COM CABEÇA, TRONCO E MEMBROS...

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Cabeça, tronco e membros? Coisa pouca! De que serve a cabeça se a não usas? E membros para quê se te recusas A usá-los agora? Estarás louca?   Cabeça, se regula ou não regula, Quer-se pr`a ser usada em cada dia. O tronco, se te dá essa ousadia, Também se perde, às vezes, noutra gula…   E membros… só se forem sempre usados, Se não andarem tontos, descuidados, Sem saberem, sequer, o que fazer!   Cabeça, tronco e membros… quanto baste! Que o resto, que te sobra, se não gaste Nas mil coisas que tens para aprender…   Há um Óscar à vossa espera no http://premiosemedalhas.blogs.sapo.pt/ . Vão buscá-lo porque o pobrezinho ficou esquecido durante tanto tempo que deve estar convencido que nem Óscar é...  

O ESCULTOR

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Talhou dias a escopro e a martelo, (às noites, foi a pulso que as ergueu…) E foi chegando aonde concebeu Dar muito mais beleza ao que era belo.   Hoje é rico, famoso e já faz parte Dos nomes que ninguém deve esquecer (eu nunca o vi, mas sei que o hei-de ver…) Entre os que tudo deram pela Arte.   Não sei porque vos falo de um escultor… Esculpi algumas frases sem saber, Sequer, de quem vos falo, ou porque o faço…   Decerto sabereis dizer melhor De quem falo, porque eu só sei escrever Palavras que só esculpo enquanto as traço.       Maria João Brito de Sousa - 02.04.2009 - 13.02h         Imagem retirada da internet

JANGADA AO MAR DA SALVAÇÃO

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  Sei lá se o meu poema prisioneiro Destes dedos cansados, preguiçosos, Se rende aos dedos ágeis, pressurosos, De quem o saiba terminar primeiro?   Se, acaso, vos não soa verdadeiro, Eu confessar-vos ser dos temerosos, Dos que - às vezes... - se sentem receosos Por culpa de um cansaço a tempo inteiro,   Tentem acreditar, porque confesso Que já nem sei porque razão vos peço Um pouco de paciência e contenção…   Por dentro do poema é que eu me meço E, um dia, este poema em que regresso, Será jangada ao mar-da-salvação…   Maria João Brito de Sousa - 01.04.2009   Imagem retirada da internet