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SEGUNDA CARTA ABERTA A UMA MUSA INEXISTENTE

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  SEGUNDA CARTA ABERTA A UMA MUSA INEXISTENTE * O que é feito de ti? Por que partiste? Nunca a ti te falhei; mesmo doente Dei-te toda a atenção que me pediste E se uma vez ou outra te fiz frente * Foi porque demasiado me exigiste E, às tantas, te tornaste prepotente... Repara que o poema em mim persiste, Embora a tua voz lhe esteja ausente, * O verso seja fraco e lasso e triste E apenas pra mostrar que não desiste Teime em dizer-se, assim, penosamente, * Como quem perde a força, mas resiste, E admite que, afinal, a musa existe, Mesmo quando lhe chama inexistente. * Maria João Brito de Sousa – 26.08.2018 – 11.31h    

CARTA ABERTA À MINHA MUSA - Soneto sem a letra "O"

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  CARTA ABERTA À MINHA MUSA (Soneto sem a letra “o”) * Cara metade minha, claramente Te revelaste em meta caminheira; Tanta passada deste à minha beira, Que passada te cri, eternamente. *   Perdida me senti, perdidamente, Mas achada me achei, perfeita, inteira, Apesar desta inépcia e da canseira, Ainda que insubmissa e que insurgente. *   Amansa essa passada, essa cadência, Essa pressa que sempre me ultrapassa Na sede de saber, na sua urgência... *   Fartei-me de estar presa e velha e lassa, Cansei-me de apressar-me e, sem paciência, Passa-me a ser a meta uma ameaça. *   Maria João Brito de Sousa – 03.08.2018 – 13.12h