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AMANHÃ, COM ELES, NO "AS TARDES DA JÚLIA"

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  Hoje não há sonetos! Hoje vou preparar-me para, amanhã, estar na TVI, nas Tardes da Júlia, a falar sobre estes - e outros... - amiguinhos. Estes que comigo partilham, há tantos anos, os bons e o maus momentos. Os sonetos voltam depois de amanhã, se Deus quiser.

POR UM SORRISO DE CÃO...

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  No cômputo final da situação, Tendo cumprido meia caminhada, Quando desanimava, já cansada, Galgando as pedras deste mesmo chão,   Reparo, de repente, neste cão. Que meiga criatura, que engraçada! O cãozito a olhar-me... eu, cativada, Afaguei-lhe a cabeça com a mão...   Nasce o sorriso em mim e tudo muda! Sem que houvesse qualquer humana ajuda Tornou-se o meu caminho bem mais leve!   Que olhar tão terno, puro e cativante! O caminho, que ainda era distante, Tornou-se, num segundo, um salto breve...     Fotografia tirada (por mim) com o telemóvel  

BLOGOMAR, MEU ESTRANHO BLOGOMAR...

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Não. Hoje ainda não nasceu nenhum soneto... não quer dizer que não venha a nascer ou que eu não venha, ainda, a publicar a coroa, toda seguidinha, sem repetição dos tais versos primeiros e últimos. Quer dizer que hoje me apetece divagar um pouco sobre os meus cansaços, as minhas alegrias e o que de muito estranho tem andado a acontecer ultimamente. De todas as conclusões absurdas que tenho tirado nestes últimos tempos, a mais sensata parece ser a de que fui acometida por uma estranha forma de loucura, e, como, de vez em quando me torno sensata, vou optar por ela. Já me preocupei muito, já me preocupei pouco e já me deixei de preocupar, por isso não se preocupem vocês também. Não vale a pena. Pressupondo que fui acometida por um estranho caso de loucura e constatando, diariamente, que outra coisa não pode ser, o melhor é deixar fluir e esperar que passe. Porque tudo, tudo passa nesta vida e há loucuras que são mesmo episódicas. Mulher de muita fé e teimosa como ninguém, decidi continuar...

ANIMAIS NÃO-HUMANOS

  Não há desculpa que justifique a crueldade para com os animais. Lembro-me de ser muito pequenina e ficar desolada com os espectáculos de tauromaquia que passavam na televisão. O meu pai e o meu avô partilhavam desta minha repulsa, razão pela qual a televisão passou a ser desligada sempre que havia transmissão de touradas. Fora da família havia sempre quem me garantisse que os touros não sentiam nada e, com seis ou sete anos, não podia opôr-lhes grandes argumentos... com excepção daquela certeza "absoluta" de que os cavalos e os touros estavam a sofrer. Hoje, passei o meridiano dos cinquenta e continuo a pensar da mesma forma. Além do mais  adquiri conhecimentos que vieram dar corpo aos argumentos que então não tinha. Sabem que as hastes dos touros são profusamente irrigadas e inervadas e são orgãos importantes para a orientação do animal? Sabem que essas hastes são serradas a sangue frio antes das touradas provocando dores intensas e profundo estado de confusão? Estive, e...

AS PENAS DO MEU TELHADO...

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São estas as "penas" do meu telhado... Recuso-me a aceitar bairros-dormitórios, assépticos e sem vida. Eu, Maria-Sem-Camisa, reparto o meu apartamento com dois cães e cinco gatos e garanto-vos que sou feliz. Todos têm as vacinas e as licenças em dia, o que não é fácil para uma poeta/pintora neste "jardim à beira-mar plantado"... são eles a minha prioridade, ao lado da poesia e da pintura. Sem eles não poderia criar poemas como quem planta girassóis nas esquinas da vida.