Não. Hoje ainda não nasceu nenhum soneto... não quer dizer que não venha a nascer ou que eu não venha, ainda, a publicar a coroa, toda seguidinha, sem repetição dos tais versos primeiros e últimos. Quer dizer que hoje me apetece divagar um pouco sobre os meus cansaços, as minhas alegrias e o que de muito estranho tem andado a acontecer ultimamente. De todas as conclusões absurdas que tenho tirado nestes últimos tempos, a mais sensata parece ser a de que fui acometida por uma estranha forma de loucura, e, como, de vez em quando me torno sensata, vou optar por ela. Já me preocupei muito, já me preocupei pouco e já me deixei de preocupar, por isso não se preocupem vocês também. Não vale a pena. Pressupondo que fui acometida por um estranho caso de loucura e constatando, diariamente, que outra coisa não pode ser, o melhor é deixar fluir e esperar que passe. Porque tudo, tudo passa nesta vida e há loucuras que são mesmo episódicas. Mulher de muita fé e teimosa como ninguém, decidi continuar...