QUEM TEM MEDO DA DONA FÚRIA?
A Fúria despertou! Ninguém a agarra Pois chispa, estala, salta e faz fagulha, Estrebucha, rosna, alastra e pede bulha E só na própria bulha é que se amarra. Tudo o que a Fúria encontra, em fúria estraga E queima e deixa negro como a hulha Mas, depois de passar numa algazarra, Cabe bem no buraco de uma agulha Quem tem medo da Fúria? Quem o tem? Depois de detonar, toda se acalma, Chega a pedir desculpa e, de pasmada, Não sabe, nem sequer, que lhe convém Mostrar tudo o que ainda traz na alma E fica muda, queda, envergonhada. Maria João Brito de Sousa 18.05.2010 – 20.30h IMAGEM RETIRADA DA INTERNET