SONETO DO MAL MENOR
(Em decassílabo heróico) Dá-me o ramo das rosas perdulárias comprado na florista já esquecida, armado no “bouquet” morto e sem vida das almas condenadas, solitárias... Dá-me uma – mais serão desnecessárias...- no ramo em que a chorei, porque, à partida, lhe condeno a razão de ser colhida, deixando, na raiz, funções tão várias, Juro que não protesto... e mais não digo! Hoje perco a raiz, enfrento o p`rigo e estou pronta a render-me sem chorar, Se o derradeiro golpe, esse inimigo que me arranca do mundo em que me abrigo, me degolar, de vez, sem me magoar. Maria João Brito de Sousa – 26.03.2015- 15.08h