MEMÓRIA DESCRITIVA II
Aquele aspecto estranho e desconforme, Aquele face magra e enrugada, Aquele rictus de quem vive enjoada Da vida que parece sempre enorme… Aquelas mãos de dedos calejados, Retorcidos do muito que fizeram, Os olhos afundados que lhe deram Os dias e as noites descuidados. Aquele estar ali e nunca estar Aonde o corpo fica a descansar, Porque a mente descansa noutro espaço, Aquela imprecisão de só sonhar, Aquela estranha forma de falar, De ser a própria voz do seu cansaço. Imagem - Tela de Henry Matisse retirada da internet