O FINGIDOR
FINGIDOR (Soneto em decassílabo heróico) Poema dá-nos voz, matéria-prima, Tacto, conhecimento e, sobretudo, Tendo, ou não tendo métrica, nem rima, Um bom-senso apurado e muito agudo; Oferece quanto baste de auto-estima, Podendo fornecer-nos quase tudo Do que possa elevar-nos muito acima De quanto nos eleva um qualquer estudo. Fingido? Sê-lo-á quanto lhe baste! (mas se o não for demais, tanto melhor) Pois, levando o conceito ao seu desgaste, Plasma-se em quanto exista em seu redor e faz da crua dor com que o cantaste sofisma de um que diz ser FINGIDOR. Maria João Brito de Sousa - 11.10.2015 - 17.19h