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SONETO PERDIDO- Reedição

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A autora em 1972 * SONETO INESPERADO * Ai, Soneto esquecido, que voltas, Que te alheias das dores que me minam E te acendes nas loucas revoltas Que nem deuses, nem mestres te ensinam, * Que te enlaças nas pontas já soltas, Desdobrado em gorjeios que trinam, Enfrentando, sem medo e sem escoltas, O clamor dos que em vão se aproximam * Ai, Soneto que nunca esperei, Que não sonho e nem sei bem se sei Se me nasces cantando ou se choras, * Mas que exaltas, num som que guardei Nos milénios de dor que calei, Quanta voz soltarei, sem demoras. *   Maria João Brito de Sousa 04.05.2013 – 16.26h *** Soneto em verso eneassilábico