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A mostrar mensagens de agosto, 2020

A AGUARDAR INSTRUÇÕES MÉDICAS

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  Queridos amigos e camaradas, Agradeço do fundo do coração as vossas palavras de ânimo e conforto. Não estou melhor mas, depois de compensada a insuficiência cardíaca, deram-me alta por volta da meia-noite de ontem. Enviei agora email ao meu médico de família e estou a aguardar resposta, pois alguns exames de sangue terão de ser repetidos amanhã sem falta. Peço desculpa, mas não me sinto nada bem e é-me completamente impossível agradecer- vos mais personalizadamente. Um abraço do tamanho do mundo!   Maria João

ATÉ SEMPRE!

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Queridos amigos e camaradas, Estou há cerca de duas semanas em tratamento antibioterápico oral para uma infecção grave na perna direita. A situação tem-se vindo a agravar progressivamente, sendo que, ontem à noite, a perna direita apareceu também infectada. Dentro de cerca de duas horas seguirei para o hospital onde sei que ficarei internada, dada a gravidade da infecção e saber que a alternativa à medicação em curso é apenas uma; antibioterapia endovenosa e vigilância apertada dos parâmetros obtidos por análise de sangue, bem como das extensas lesões. Espero voltar viva e ainda com as duas pernas, mas não sei por quanto tempo terei de permanecer internada. Para todos vós, um forte e já saudoso ABRAÇO! Maria João Brito de Sousa - 30.08.2020   PS - O Blog manter-se-á aberto à leitura.    

VELHOS GIGANTES

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Imagem retirada  daqui    VELHOS GIGANTES * Mastigam-se os minutos devagar Saboreando o travo dos instantes... Já nada sabe ao que sabia dantes, Foi-se-nos subvertendo o paladar, * Mas muito mais há pra saborear; Significados e significantes Tornam-se cada vez mais importantes E cada vez nos dão mais que pensar. * A dúvida, essa mestra milenar, Transmuta-nos, de velhos, em gigantes E só a morte poderá frear * Esses questionamentos militantes Que de nós continuam a brotar Mais sábios, mais fecundos, mais constantes. * Maria João Brito de Sousa - 27.08.2020 - 13.59h    

ANTIGOS MEDOS

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Imagem retirada   daqui    ANTIGOS MEDOS * (Soneto em verso alexandrino) * Trágico era esse medo, esse terror imenso De nevoeiro denso abrindo manhã cedo As portas ao segredo, à ausência de bom-senso, Pairando tenso, tenso ali, como arvoredo, *   Silente como um credo e em tudo o mais pretenso... Terá, segundo penso, arestas de rochedo E avança qual degredo ousado, amargo, intenso, Até ficar suspenso e apontando o dedo *   Àquele que ficou quedo, aprisionado em si. Tudo isto, em tempos, vi, tudo isto presenciei, Tudo isto analisei até que percebi *   Não ser o que escolhi. Só desta forma sei Quão bem me preparei para o que afirmo aqui; Se então sobrevivi, mais sobreviverei. *   Maria João Brito de Sousa - 26.08.2020 - 14.20h    

TEMPESTADE NO MAR

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É POR AQUI QUE VOU, É POR AQUI!

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    É POR AQUI QUE VOU, É POR AQUI! *   "Talvez tenha esquecido de ser eu" Num tempo que faz tempo que passou, Mas toda a minha vida renasceu E sou inda mais Eu do que o que sou. *   Percorro, hoje, um caminho que é mais meu, Mas nem uma pegada se apagou No caminho que essoutra percorreu E pelo qual, em tempos, ela optou. *   Sei muito bem por que é que aconteceu, Mas sei, inda melhor, por que acabou; Conheço cada passo que ela deu, *   Conheço cada sonho que sonhou, Conheço tudo quanto ela perdeu E guardo em mim o muito que ganhou! *     Maria João Brito de Sousa - 23.08.2020 - 12.00h Soneto construído a partir do último verso do soneto "TALVEZ" de MEA.

SONHO INACABADO II

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  *   SONHO INACABADO II * Onde o sonho termina, acaba a vida, A comunicação, o rasto humano, Que a nossa vida é sonho, inda que insano Procure a coisa apenas pressentida. *   Plo sonho é que uma estrada é percorrida, Plo sonho se ultrapassa o desengano E ainda que alguns sonhos causem dano, Outros nos curam toda e qualquer f`rida. *   Abençoado sonho, abençoado! Ainda que inconstante, imprevisível, Brota constantemente inacabado, *   Abre-nos portas para o invisível E aponta o rumo mais inesperado Pois, para o sonho, nada é impossível! *     Maria João Brito de Sousa - 22.08.2020 - 12.28h    

"SONHO INACABADO"

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SONHO INACABADO * "Mas não serei o sonho inacabado" Nem serei quem do sonho se perdeu Ou se esqueceu que o que antes foi sonhado Passou a ser real... e não morreu, * Foi em realidade transformado, Ganhou forma num corpo apenas seu Aquilo que era apenas ideado E que a abstracção um dia transcendeu. * Meus sonhos de justiça e de igualdade Tornar-se-ão depois realidade, Num futuro em que não estarei presente. * Inacabado sonho, é bem verdade... Mas basta-me este crer, esta vontade De chegar, pelo sonho, a tanta gente! * Maria João Brito de Sousa - 20.08.2020 - 14.27h * Soneto construído a partir do último verso do soneto "NUM ENTARDECER BRANDO E RESIGNADO" de MEA.    

BEM ME CALHAS, MAL ME FALHAS!

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AZUIS

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AZUIS * Quando a manhã nos nasce abençoada, Plasmada neste azul reconfortante, Faz-nos sentir nos braços de um amante Que nos veio abraçar de madrugada * Se deste tanto não levamos nada Que do nada renasça a cada instante Este azul luminoso e radiante Quase irreal, quase coisa ideada... * Mas faltam-me palavras. Mais não tenho Do que isto que me incita a só sentir, Calando o azul profundo em que me embrenho * E que não sei nem quero descobrir Porque em azuis me elevo e me despenho Até que o queira ou possa desmentir. *   Maria João Brito de Sousa - 13.08.2020 - 14.14h

POETAS E GATOS II

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POETAS E GATOS II * Aqui, só tu e eu, olhamos nuas Os dias, as palavras, as marés... Nos remos que inventei para as galés, É contigo que suo o que não suas. *   Da beleza e da graça em que flutuas, Recubro todo o chão do meu convés Que de veludo sinto sob os pés Há tantos, tantos sóis e tantas luas *   Companheiras de espantos e tristezas, Filhas de um deus menor, que nos importam Os tamanhos dos deuses das burguesas? *   Só estas marés vivas nos exortam, Só estas ondas brancas são surpresas E ofertas das pulsões que em si transportam. *   Maria João Brito de Sousa - 11.98.2020 - 14.40h

AGORA(S)

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MOTE E MOTIVO

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PONTO A PONTO, PEÇA A PEÇA

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LUZ E SOMBRA

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LUZ E SOMBRA * Ardo na sombra que te oferta abrigo E que te embala as noites quando frias, A mesma que ameniza o sol dos dias E é em mim que cozinhas o teu trigo. * Do brasido em que viste o meu castigo, Retiro a recompensa, as alegrias, E tu, teu próprio pão retirarias Não foras crer-te deus em vez de amigo. * Gloriosa mas breve, a madrugada Depressa despe as chamas que envergara Dilui-se já no dia, fatigada. * Arde a brasa, porém, que essa não pára E, humilde, guarda o fogo resguardada; Da sombra nasce a luz que te é tão cara. * Maria João Brito de Sousa - 05.08.2020 - 13.00h   Imagem retirada  daqui

SAUDADES

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SAUDADES *   O mais difícil seria acordá-las, Que em tudo quanto é canto estão dormindo; Nas estantes, nos livros ou nas malas, É-nos quase impossível vê-las vindo *   Mas é-nos fácil i-las pressentindo Nos quartos, nas cozinhas e nas salas Pra onde ingenuamente formos indo Já que sempre nos coube, a nós, levá-las. *   Terão todas as formas que lhes dermos E só nos doerão se não soubermos Usá-las de maneira criativa *   Terão, pois, o tamanho que quisermos E não serão, segundo os nossos termos, Mais do que uma memória ainda viva. *   Maria João Brito de Sousa -04.08.2020 - 11.00h *   "Sou trabalhador dos correios e gosto de selo" - "private joke" para um bom amigo

CORRER ATRÁS DE GAIVOTAS

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QUE JAMAIS PRINCIPIA E NUNCA ALCANÇA O FUNDO

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JAMAIS PRINCIPIA E NUNCA ALCANÇA O FUNDO * (em verso alexandrino) * Baixei-me pr`apanhar um dia que perdi, Mas nem sequer o vi... mudara de lugar Ou fui eu que, ao passar, no tempo me movi E, andando, me esqueci de no espaço o gravar. * Não me volto a baixar! Do tempo desisti... Ou desse que perdi e nunca irá voltar; Outro caminha a par de quanto faça aqui E, se bem entendi, nada o fará parar, * Nem quem o procurar, nem mesmo a poesia Jamais conseguiria atrasá-lo um segundo, Que assim se move o mundo em mist´riosa via * Sem cuidar de alforria. É como um mar, rotundo, Imparável, fecundo, isento de avaria, Que jamais principia e nunca alcança o fundo. * Maria João Brito de Sousa - 02.08.2020 -21.15h *   Imagem retirada  daqui  

NÃO ESPERO, NÃO PROMETO, NEM O JURO...

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NÃO ESPERO, NÃO PROMETO, NEM O JURO... ** "Desatando este nó que me amordaça" Desfiando a meada em contra-mão E enrolando o fio que se embaraça Nas tralhas que guardei no coração, * Já voei de ameaça em ameaça Até pousar de vez neste meu chão Levada pelo vento, esse que passa De suave harpejo à fúria de um tufão... * Não penso, não prometo, nem o juro E posso garantir que o nem procuro; Acontece-me sempre que o não espero * Soltar-se assim, genuinamente puro, Um grito verde que nasceu maduro, Sereno e tão cortante quão severo. *   Maria João Brito de Sousa - 01.08.2020 - 11.55h *   (Poema criado a partir do primeiro verso do soneto JURO II, de MEA )   Imagem retirada  daqui