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A mostrar mensagens de julho, 2012

PINTURALTERNATIVA

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  PINTURALTERNATIVA A pena já me dói… que pena tenho Que a pena, por doer, me perca assim E desperte o poema aceso em mim Assim que pouso a pena e me detenho.   Por cada verso escrito, outro desenho, E, assim que o terminar, todo um jardim Como se esse poema fosse, enfim, A tela que, magoada, então desdenho…   Cada palavra, um plástico murmúrio A desenhar-se em flor num belo antúrio Da cor que eu decidir nesse momento,   Porque a gestualidade, embora presa, Não desdenha outras formas de beleza Nem me acusa afirmando que as não tento.         Maria João Brito de Sousa – 23.07.2012 – 18.49h      

A GESTAÇÃO DO POEMA

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A GESTAÇÃO DO POEMA `* Quando a mente fervilha, o verso é brando E esgueira-se rumando em rota incerta Tal qual fora deixada a porta aberta De um vazio que ao tolhê-lo o vai calando. *   Que lhe não dê ninguém voz de comando, Pois bem sabe caber-lhe estar alerta Se irrompe, ideia fora, à descoberta Daquilo que nem eu sei como ou quando `*   Mas não sabe que parte e vai ficando Onde eu sei que o criei porque é criando Que sinto que arriscar me vale a pena *   Do tanto que há de dor se, murmurando, De rompante me nasce e vai vingando O que, da mente à mão, se faz Poema.         Maria João Brito de Sousa  09.07.2012 – 18.48h   ***   ``       IMAGEM - MATERNIDADE - Tela de Wifredo Lam - 1902/82