VERDADE(S) II
VERDADE(S) II (a da singularidade) * Creio na insustentável lucidez Do verso acabadinho de eclodir Que noutros se replica, achando vez Pr`acrescentar-se até se despedir. * Creio no homem que consegue rir E no que chora ao fim de cada mês A fome que está farto de sentir E a raiva que lhe impõe novos porquês. * Creio na irreverência dos felinos, Na clara transcendência de alguns hinos, Nos amanhãs que um dia cantarão, * Nas doutas obras e nas comezinhas Coisas do dia-a-dia. Até nas minhas Óbvias fraquezas, que tão fortes são... * Maria João Brito de Sousa - 28.04.2020 - 16.30h Imagem retirada daqui