BÁRBARA
BÁRBARA * Eis que Bárbara passa e, em passando, Vai-se mostrando bárbara, insubmissa, Que embora um mar de lágrimas chorando É feita fúria que se faz à liça. * Passam as suas lágrimas voando Sem cuidar de justiça ou de injustiça Que não tem Bárbara a noção do quando Nem dos porquês, enquanto assim se atiça. * Não teme o Sol, nem a perturba a Lua, Que a força com que sopra é tão só sua, Não lhe ocorre explicar-se ou confessar * Pecado ou pecadilho que lhe encontrem: Não há fúrias humanas que a confrontem Porquanto mais não faz do que passar. * Maria João Brito de Sousa - 19.10.2020 - 17.41h